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Bhaskar e KVSH comandam a Memories, nova festa de eletrônica do Recife

Publicado em: 14/08/2019 11:29 | Atualizado em: 16/08/2019 10:04

Festa Memories. Foto: Gabriel Siqueira/Divulgação

Novo label de música eletrônica da capital pernambucana, a festa Memories terá estreia neste sábado (17), a partir das 23h, com line up composto por Bhaskar (GO), KVSH (MG), Santti (MT), Mojjo (SP), Doozie (DF), Tinhow (PE) e Julio Monteiro (PE). O ambiente do evento também será inédito: A Fábrica, situado no bairro de Afogados, nas margens do encontro entre o Rio Tejipió e a Bacia do Pina. O selo, uma parceria entre as agências Carvalheira e Curta, também vai integrar a programação do Réveillon de Noronha 2020.

Atualmente, DJ Bhaskar é uma das figuras mais populares da música eletrônica no Brasil. Entre os maiores sucessos da sua carreira está Fuego, parceria com seu irmão Alok que acumula cerca de 100 milhões de execuções no Spotify. A versão remix da música Infinito Particular, na voz de Silva, que fez sucesso nas rádios de todo o país. Também existem remixes de faixas como Fica Tudo Bem, sucesso de Silva e Anitta, e Rascunho, de 3030 e Dubdogz.

DJ KVSH, por sua vez, conta com sucessos como Cante Por Nós, em parceria com Vintage Culture, Sede Pra Te Ver e o remix Tokyo Drift, além do lançamento Can't Get Over You. O artista soma cerca de 3 milhões de ouvintes mensais na plataforma de streaming Spotify.

SERVIÇO
Memories, com Bhaskar, KVSH, Santti, Mojjo, Doozie, Tinhow e Julio Monteiro
Onde: Fábrica (Rua Francisco Silveira, 38, Afogados)
Quando: sábado (17), a partir das 23h
Quanto: R$ 220
TAGS: festa | memories | recife | bhaskar | kvsh |
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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