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Entrevista

Gretchen diz que sofreu violência e foi obrigada a abandonar filho

Por: FolhaPress

Publicado em: 21/06/2019 20:59

Foto: Reprodução/Instagram (Foto: Reprodução/Instagram)
Foto: Reprodução/Instagram (Foto: Reprodução/Instagram)
Gretchen, 59, afirmou que sofreu violência doméstica durante um de seus casamentos e que foi obrigada a se afastar do filho, Décio, ainda criança, após sofrer ameaças de morte do marido. "Sofri violência doméstica do pai do meu segundo filho. Ele era um psicopata, me batia e ficava toda roxa. Quando minha mãe chegava tinha que contar aquela história de bater na porta, cair na escada. Até que fugi."
 
A rainha do rebolado afirma que o pai de Décio a intimidou e a obrigar assinar um documento no qual dava a guarda completa para o marido. "Quando fugi, levei meu filho, mas em seguida, ele disse que era para eu assinar a guarda e que se não assinasse era a vida do meu filho e a minha. Preferi abrir mão do meu filho do que ter a vida do meu filho em risco", disse Gretchen em entrevista para o canal Leda Nagle.
 
A cantora disse que ficou quase 30 anos sem ver filho, mas que há pouco tempo retomou o contato. "Foram 30 anos sem ver meu filho. Ele nunca deixou chegar perto dele. Eu tentava, ligava, mandava carta. Há pouco tempo eu revi meu filho. Ele mora em Nova York e será pai em outubro. Nos poucos dias em que nos vimos é como se nada tivesse acontecido. É como se sempre estivéssemos juntos." 
 
Gretchen tem sete filhos, sendo dois deles adotados. O mais conhecido é Thammy Miranda. Mas o número poderia ter sido maior. A cantora conta que o irmão gêmeo de Gabriel morreu logo após o parte por infecção hospitalar. 
 
"Tive um filho que morreu no meu braço, irmão gêmeo de Gabriel. Tive que passar por tudo isso, porque em algum momento Deus me deu uma missão de ser exemplo como mulher. Acho que tenho essa missão. Ser exemplo como mãe para um transexual e que supera a morte de um filho no seu braço."
 
Prestes a fazer uma participação na novela "A Dona do Pedaço" (Globo), Gretchen disse ainda que os gêmeos nasceram pesando 2 kg e 1,4 kg, respectivamente. O menor, batizado de Gabriel, sobreviveu após ficar 41 dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Já o outro "morreu de um dia para o outro". "Passei por tudo nessa vida e estou aqui firme. E agora estou muito feliz." 
 
A cantora afirmou ainda que se casou apenas 5 vezes, e "não 17 como a maioria gosta de falar". Em todos os matrimônios, ela recorda que sofreu algum tipo de agressão e que nunca aceitou traição, mas "sempre fui traída". "Se o homem quer trair, trai mesmo. Depois de ter casado com Carlos, eu percebi que ninguém casava com Maria, mas com Gretchen. E Gretchen só existe no palco, quem está em casa é Maria. O ídolo e o glamour eram só no palco."
 
"Sempre fui mãe e pai. Não queria mistura de criação. Não queria que eles tivessem outro tipo de educação, se não a minha. Se não o meu jeito de ser, de pensar, a minha determinação, a minha disciplina. Sou chamada de general. Sou extremamente disciplinada, muito organizada, pontual e sempre procurei passar isso para eles, mas não são. Eu tentei", brinca ao fazer referência ao filho Thammy.  
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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