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Concerto clássico, Carmina Burana será apresentado no Teatro de Santa Isabel

Publicado em: 28/06/2019 11:30

(Foto: Christiano Duhy)

 
“Ó , fortuna. És como a lua. Mutável. Sempre aumentas. E diminuis.” Assim começa e termina Carmina Burana, a obra mais conhecida do compositor alemão Carl Orff (1895-1982). Seu início premedita um tom que se segue até o fim: a sorte ou o azar em constante variação, assim é a vida. É por conta dessa sua intensidade que Carmina é um concerto aclamado, de exuberante alegria e grande vigor rítmico-dramático com fortes acentos eróticos. Inicialmente destinada para representação como ópera, ganhou popularidade como concerto, no formato de uma cantata para grande coro - adulto e infantil - e três solistas, com grande orquestra de instrumentação inédita, onde se destacam diversos instrumentos de percussão e pianos.
 
Carmina Burana é um concerto coral-sinfônico, ou seja, uma composição musical com orquestra, coro, e por vezes solistas e vocalistas. A obra é considerada uma das composições mais marcantes da história da música clássica e será apresentada no palco do Teatro de Santa Isabel, no bairro de Santo Antônio, sexta (28) e sábado (29), às 20h. A peça será interpretada pela Academia de Ópera e Repertório da UFPE, com a Sinfonieta UFPE e Coro Infantil da Ópera de Papel.
 
Certamente, o título mais famoso da cantata é O fortuna. A música que abre e fecha o espetáculo é bastante incorporada na cultura pop e difundida em filmes, espetáculos teatrais e séries de T V, a exemplo de Excalibur (1981), Joana d’Arc (1999), Assassinos por natureza (1994), The Doors (1991), no seriado American horror story: Apocalipse (2018) e tantos outros.
 
Para produzir o espetáculo, Jéssica Soares, produtora-executiva, conta que foram necessárias “muita energia e concentração”. Ela explica que toda cantata é uma adaptação de poesias “profanas” latinas medievais, textos em baixo latim e baixo alemão. Para que fosse executada no Recife, foi preciso a ajuda do músico e professor de literatura Marcos de Andrade, que auxiliou a equipe com a história da obra, mas também com a pronúncia e interpretação do texto em latim.
 
É uma obra de efeito extremamente impactante. Um concerto que mantém preservado esse impacto, justamente por falar da vida, explica. “A música O fortuna fala justamente sobreisso, sobre a roda gigante da vida com seus altos e baixos. Trata das coisas profanas, das festas e bebidas, dos prazeres mundanos da vida”, diz Jéssica.
 
Para o maestro Wendell Kettle, cada apresentação tem uma cara própria. “Apesar de a obra já ter sido encenada por muitas vezes no Recife, nós sempre buscamos um formato específico. Tudo é pensado: desde a interpretação do latim até os discursos dramáticos da obra”, explica.

 
A OBRA 
 
A maioria dos poemas, sacros e seculares, remonta ao século 13 e foi escrita por um grupoprofano de errantes chamados Goliardos. Esses monges e menestréis desgarrados passavam o seu tempo deliciando- -se com os prazeres da carne e as obras que eles deixaram faziam a crônica de suas obsessões, por vezes ao ponto da obscenidade. Esta cantata é emoldurada por um dos mais valiosos símbolo da Antiguidade, a Roda da Fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte.

 
SERVIÇO
Carmina Burana, de Carl Orff
Quando: amanhã e sábado, às 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, 233, Santo Antônio)
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia)
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