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Aguinaldo Silva esclarece que caso com José Loreto não muda novela

'A vida pessoal de Zé Loreto é da responsabilidade dele e de sua família', disse o autor de 'O Sétimo Guardião'

Publicado em: 22/02/2019 13:30 | Atualizado em: 22/02/2019 14:24

"Como profissional, o ator é um dos mais brilhantes expoentes da sua geração, sendo elemento imprescindível na trama", disse Aguinaldo. Foto: Divulgação

Aguinaldo Silva, autor de novelas da Globo, disse que o caso envolvendo a separação de José Loreto e Débora Nascimento não vai interferir no andamento de O Sétimo Guardião, produção de sua autoria na qual o ator participa.

"É absolutamente infundada a 'notícia' que circula na web sobre a morte do personagem Júnior em O Sétimo Guardião. A vida pessoal de Zé Loreto é da responsabilidade dele e de sua família, assim como é a minha e a de todos nós", iniciou o autor em uma publicação no Facebook.

Nesta quinta-feira, 21, surgiram rumores de que Loreto deixaria a novela, na qual faz par romântico com Marina Ruy Barbosa no papel de Luz. A mudança na trama seria por um suposto envolvimento pessoal entre os dois.

"Como profissional, o ator é um dos mais brilhantes expoentes da sua geração, sendo elemento imprescindível na trama", completou Silva.

Ele usou uma passagem da Bíblia para defender José Loreto. "Para os sedentos por sangue, falsos baluartes da moral, recomendo a leitura de uma das mais belas (e formativas) passagens da Bíblia: João 8:1-11 . 'Quem não tiver pecado atire a primeira pedra'. Só Jesus é sem pecado e o seu humanismo é atual hoje e sempre! A vida só tem uma direção: para a frente! Vamos cuidar de fazer a nossa parte", concluiu Aguinaldo Silva no esclarecimento.

Em entrevista à colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, o autor reforçou seu posicionamento. "Não tenho nada a ver com essa história de bastidores. Estou no capítulo 126. Na minha casa, faltam 35 capítulos para o final. Só no último saberemos se a Luz fica com Gabriel [Bruno Gagliasso] ou Júnior [José Loreto]. Até lá, no que depender de mim, os três continuarão na novela", disse.

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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