Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Notícia de Viver

música

'Charlie Brown Jr. sem Chorão não existe': rebate guitarrista sobre volta

Alexandre Abrão anunciou retorno do grupo liderado por seu pai em 2019; primeiro show será gratuito no Vale do Anhangabaú

Publicado em: 21/01/2019 16:15 | Atualizado em: 21/01/2019 17:38

O cantor faleceu em março de 2013. Foto: Reprodução/Internet

O anúncio da volta da banda 'Charlie Brown Jr.' por parte de Alexandre Abrão, filho do cantor Chorão, tem dividido opiniões. O ex-guitarrista da banda, Thiago Castanho, se posicionou contrário à ideia: "Charlie Brown Jr. sem Chorão não existe."

Em stories publicados em seu Instagram no sábado, 19, o filho de Chorão comentou: "Não é homenagem. O Charlie Brown Jr. vai voltar à ativa em 2019. A gente vai fazer uma turnê grande, f***, pesada. Vai ser do c***"

De acordo com ele, o guitarrista Marcão (formação original), o baixista Heitor Gomes e o baterista Pinguim (membros da banda a partir de 2005) fazem parte do projeto, que contará com outros artistas convidados, como Dinho Ouro Preto, Di Ferrero, Supla e Digão, do Raimundos.

'Estou aqui pra dizer sobre o comentário no Instagram a meu respeito, que estou doente e não vou participar do show do dia 25, que é a 'volta' do Charlie Brown Jr. O Charlie Brown Jr. não vai voltar, porque Charlie Brown Jr. sem Chorão não existe', rebateu Thiago Castanho, um dos guitarristas mais conhecidos do Charlie Brown Jr.
TAGS: musica | retorno | charlie | brown | jr | banda |
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Sobre Vidas: Nivia e o empoderamento de mulheres no Coque
DP Auto na Tóquio Motor Show - Tudo sobre a Nissan
Sérum, pele natural, sombras coloridas e blush cremoso
Lula: sou um homem melhor do que aquele que entrou na cadeia

Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco