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Série distópica The Handmaid's Tale é obra obrigatória sobre a mulher na sociedade

Estrelada por Elisabeth Moss, produção retrata um regime totalitário e fundamentalista

Publicado em: 11/03/2018 12:02

No Brasil, seriado é exibido no Paramount Channel. Foto: Hulu/Divulgação
The handmaid’s tale foi protagonista das premiações mais importantes da temporada, sendo consagrada no Emmy Awards e Globo de Ouro, por exemplo. A produção acumulou prêmios como Melhor Série Dramática e Atriz para Elisabeth Moss. Só no Emmy, recebeu 13 indicações, sendo a primeira de um serviço de streaming a se consagrar na categoria principal. O merecimento foi inquestionável. Rodeada de críticas positivas, a obra chega ao Brasil quase um ano após o lançamento nos Estados Unidos, cuja transmissão foi realizada no serviço de streaming Hulu, indisponível no país. O primeiro episódio será exibido neste domingo, às 21h, na Paramount Channel, que também transmite outras séries criadas em plataforma digital, como Orange is the new black e House of cards, ambas da Netflix.

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Inspirada no romance homônimo (O conto da aia) de Margaret Atwood, a obra é ambientada em um futuro distópico, no qual as mulheres são submetidas a uma sociedade opressora. Em meio aos absurdos impostos a elas, reprimidas até de dialogar com outras pessoas de mesmo sexo, as personagens femininas se sobressaem por fortes características. A trama se passa no fictício Gilead, que adota um regime fundamentalista. A redução da taxa de natalidade mundial faz com que o governo legitime o arbitrário sistema de repovoamento do local.

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Mulheres são capturadas de suas próprias vidas particulares e colocadas como “escravas sexuais” de famílias de classe dominante, com o intuito de gerar filhos de homens poderosos cujas esposas são (ou suspeitam ser) estéreis. Uma delas é Offred (Elisabeth Moss), separada do marido e da filha a força. Offred é aia do Comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes) e da esposa Serena Joy Waterford (Yvonne Strahovski), mas não desiste de encontrar a filha.

A cena da fuga é angustiante e apenas uma de várias na obra que provocam a reflexão sobre a condição e liberdade feminina na sociedade atual. Apesar de chocante e distópica, a narrativa possibilita fazer paralelos com aspectos da sociedade atual em um mundo predominado pelo machismo. É uma boa trama sobre empoderamento feminino, na qual até a trilha sonora é coerente com a proposta.

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