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Me Chame Pelo seu Nome entrega romance entre dois homens de forma delicada e sensual

Filme exibido no Janela Internacional de Cinema do Recife estreia no dia 18 de janeiro

Publicado: 05/11/2017 às 13:09

Timothée Chalamet (Homens, Mulheres e Filhos) e Armie Hammer (Animais Noturnos) formam o casal protagonista. Foto: Sony Pictures/Divulgação/

Timothée Chalamet (Homens, Mulheres e Filhos) e Armie Hammer (Animais Noturnos) formam o casal protagonista. Foto: Sony Pictures/Divulgação/

Timothée Chalamet (Homens, Mulheres e Filhos) e Armie Hammer (Animais Noturnos) formam o casal protagonista. Foto: Sony Pictures/Divulgação
Encarado como aposta para o Oscar 2018, Me chame pelo seu nome coleciona críticas positivas e sessões lotadas nos festivais por onde passou, incluindo Berlim, Sundance, San Sebastián e Rio de Janeiro. Exibido pela primeira vez em Pernambuco durante o X Janela Internacional de Cinema do Recife, o filme teve recepção calorosa do público, que lotou o São Luiz. A produção estreia oficialmente no Brasil no dia 18 de janeiro.

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Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino (Um sonho de amor), o título é baseado no romance homônimo de André Aciman, que será publicado no país no próximo ano, pela editora Intrínseca. Ambientado na Itália dos anos 1980, a história tem como protagonista Elio (Timothée Chalamet), jovem de 17 anos que se apaixona por Oliver (Armie Hammer), ex-aluno de seu pai (Michael Stuhlbarg), um pesquisador norte-americano de história residente no interior da Itália.

Convidado a passar o verão na casa da família de seu antigo professor, Oliver tem, a princípio, uma interação quase de estranhamento com Elio. Já habituado com os hóspedes do pai, ele parece ora deslocado, ora desconfortável com a nova presença, ao mesmo tempo que parece tomado por certo fascínio pela figura. Os sentimentos confusos surgem em um momento de particular efervescência sexual para o garoto, que se relaciona também com Marzia (Esther Garrel), uma amiga da vizinhança.

A aproximação entre Elio e Oliver tem uma progressão lenta e natural. E a despeito da tensão sexual e das passagens mais eróticas entre a dupla, a sexualidade não parece a questão central do longa. O filme se aproxima mais de um romance de formação, com o protagonista em processo de descobertas e exploração do desejo.

Ainda que por vezes penda para o dramalhão, o desenvolvimento afetivo entre os dois é, no todo, muito equilibrado e crível. Outro elemento que traz vigor para o filme é a competente fotografia de Sayombhu Mukdeeprom, atualmente trabalha com Guadagnino na nova versão de Suspiria (1977), clássico de Dario Argento também exibido nesta edição do Janela.

Com belos momentos e um clima predominantemente leve, Me chame pelo seu nome se destaca por evitar clichês ou julgamentos sobre seus personagens, o que é um tremendo mérito. E o diálogo final entre Elio e o pai é uma das coisas mais sensíveis vistas ultimamente no cinema. Em tempo: o diretor Luca Guadagnino já afirmou que pretende, no futuro, fazer uma sequência de Me chame pelo seu nome com os personagens mais velhos. 

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