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Streaming Bicicleta interrompe a Netflix quando você para de pedalar Projeto de estudante promete combater sedentarismo entre usuários da plataforma de streaming

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 01/08/2017 09:13 Atualizado em: 01/08/2017 12:51

De acordo com o criador, a ideia foi inicialmente apelidado de Fitflix, mas teve o nome mudado por conta de direitos autorais. Foto: YouTube/Reprodução
De acordo com o criador, a ideia foi inicialmente apelidado de Fitflix, mas teve o nome mudado por conta de direitos autorais. Foto: YouTube/Reprodução

Um estudante irlandês de engenharia desenvolveu um dispositivo que pode ajudar os assinantes da Netflix a sair do sedentarismo. Ronan Byrne, de 21 anos de idade, criou o chamado Cyflix, um sistema que se conecta a uma bicicleta ergométrica e não permite que o usuário assista ao conteúdo da plataforma de streaming caso pare de pedalar. Ele ganhou destaque internacional depois de disponibilizar um vídeo no YouTube detalhando o projeto. 

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De acordo com Ronan, a ideia foi inicialmente apelidada de Fitflix, mas teve o nome mudado por conta de direitos autorais - "Não queria ser processado", disse ele em publicação no site Instructables, no qual compartilhou detalhes técnicos da iniciativa. Depois de instalar o Cyflix, o usuário deve logar na conta da Netflix e informar o tempo de atividade física, quantas séries de exercícios pretende executar e mais informações sobre a malhação. 

Em seguida, é preciso escolher um título para ser visto e basta começar a pedalar para começar a exibição. O sistema reconhece se a atividade for interrompida ou tiver o ritmo diminuído e exige que o exercício seja retomado. Ronan contou ao jornal The irish sun que percebeu um grande interesse das pessoas desde que o projeto foi posto em prática, no começo de julho. Ele não comentou a possibilidade de comercializar o Cyflix, mas compartilhou de maneira didática o processo de produção no seu blog e abriu a possibilidade de adptar o projeto a outros serviços de streaming. 

"Eu já vi TVs movidas pela energia proporcionada por uma bicicleta, mas eu não gostei muito dessa ideia porque é só resistência. Você pedala e pedala, não há um plano de malhação. E também não é muito bom para a TV ficar ligando e desligando por ter a energia cortada, então eu quis fazer algo em que o usuário pudesse projetar os seus exercícios e a Netflix é muito popular, então eu combinei os dois", disse ele à publicação. 

Assista ao vídeo do estudante sobre o Cyflix: 

 

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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