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Ex-Polegar desabafa sobre drogas e tentativa de suicídio: 'Cheguei a fumar 70 pedras de crack em um dia'
Rafael Ilha, hoje aos 44 anos, acumula diversas passagens pela polícia
Publicado: 31/08/2017 às 08:47
Ao lado da atual esposa, Aline Kezh Felgueira, o cantor revelou já ter tentado suicídio. Foto: RedeTV!/Reprodução/

Rafael Ilha, famoso ter integrado o grupo Polegar entre o fim da década de 1980 e o início de 1990, revisitou as memórias da época em que era dependente químico em entrevista ao Superpop, programa de Luciana Gimenez na RedeTV!, nesta quarta-feira (30). Ao lado da atual esposa, Aline Kezh, o cantor revelou já ter chegado a fumar 70 pedras de crack em um único dia, além de uma tentativa de suicídio motivada pela vontade de deixar o vício. Quer receber notícias sobre cultura via WhatsApp? Mande uma mensagem com seu nome para (81) 99113-8273 e se cadastre
"Cheguei a fumar mais de 70 pedras de crack em um dia, porque o corpo vai aumentando a resistência. A droga me levou a praticar pequenos furtos, a participar do tráfico para sustentar meu vício. Morei seis meses embaixo da ponte, dormindo em um papelão", contou. O namoro com a atriz Cristina Oliveira foi encerrado por conta do problema: "Ela falou: 'as drogas ou eu'. Mandei ela arrumar as malas e ir embora. Coloquei a Cristiana para fora de casa às 3h da manhã. Eu estava no auge da dependência, ela já tinha acompanhado uma internação minha, eu ficava cheirando, tinha muitas convulsões. Naquele momento não me arrependi, porque meu grande amor na época eram as drogas"
Sem conseguir se tratar, Rafael tentou tirar a própria vida e só não morreu porque pediu ajuda. "Tinha consciência do mal que estava me fazendo. Um dia pensei: 'ou eu morro ou me trato' e eu não morria. Fui para um hotel com 30, 40 pedras de crack e um revólver. Fumava e não morria. Lembrei do telefone de um delegado do Denarc, Carlos Magno, liguei e falei: 'tem 10 minutos, se o senhor não chegar, eu vou estar morto'. Fui internado compulsoriamente, fiquei um ano e meio lá. Perdi 13 anos da minha vida", relatou ele, que também disse ter recebido ajuda do apresentador Faustão.
Rafael Ilha foi preso pela primeira vez em 1998, ao tentar assaltar pessoas para comprar drogas em São Paulo. No ano seguinte, foi detido duas vezes por porte de cocaína. Foi preso novamente em 2005, por porte de armas, e novamente em 2008, acusado de tentativa de sequestro. O último envolvimento dele com a polícia foi em 2015, quando procurou as autoridades supostamente para relatar que a placa do seu carro havia sido clonada e acabou detido por conta de um mandato de prisão em aberto.
Rafael Ilha foi preso pela primeira vez em 1998, ao tentar assaltar pessoas para comprar drogas em São Paulo. No ano seguinte, foi detido duas vezes por porte de cocaína. Foi preso novamente em 2005, por porte de armas, e novamente em 2008, acusado de tentativa de sequestro. O último envolvimento dele com a polícia foi em 2015, quando procurou as autoridades supostamente para relatar que a placa do seu carro havia sido clonada e acabou detido por conta de um mandato de prisão em aberto.
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