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Música Reginaldo Rossi morreu endividado por causa do vício em jogo, revela filho "Eu e minha mãe buscamos nas contas, mas não tinha nada, nada", revelou Roberto Rossi

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 10/03/2017 19:00 Atualizado em:

Filho contou ainda que família não teve dinheiro para pagar o funeral. Foto: Otávio de Souza/DP
Filho contou ainda que família não teve dinheiro para pagar o funeral. Foto: Otávio de Souza/DP


Roberto Rossi, filho de Reginaldo Rossi, revelou, em entrevista ao programa Domingo show, da Record, que o cantor morreu sem dinheiro devido ao vício em jogo. "Quando meu pai faleceu, eu e minha mãe buscamos nas contas, mas não tinha nada, nada, nada", contou ele, que agora trabalha como motorista para sobreviver. Roberto disse ainda que, por conta das dívidas do pai, a família não teve dinheiro para enterrá-lo. "A gente ganhou o jazigo e todo o funeral". A entrevista vai ao ar neste domingo (12).

Roberto contou também que chegou a tentar administrar as contas do pai, mas ele não deixou. "Ele era muito centralizador...Eu tentei durante uma época, mas não tinha como". O programa deve ainda divulgar ainda a letra da música Vá procurar outro, a última composta pelo Rei do Brega, que não teve tempo de gravá-la. A letra foi publicada em matéria do Viver no aniversário de um ano da morte de Rossi.
 
Reginaldo Rossi faleceu em dezembro de 2013, aos 70 anos, de falência múltipla dos órgãos, após 23 dias internado no Hospital Memorial São José, no Recife. Ele havia chegado ao hospital com dores no tórax e nas costas, mas descobriu a existência de um tumor no pulmão. Enfrentou sessões de quimioterapia e hemodiálise e precisou de ajuda de aparelhos para tratar a doença. Ele foi velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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