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Música Anitta brinca com olhar sensual de Luan Santana e ele ironiza: 'Sou vesgo' Artistas divulgam parceria na faixa RG do DVD 1977. Assista o clipe

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 07/12/2016 17:15 Atualizado em: 07/12/2016 17:20

Artistas gravam música romântica para DVD em homenagem às mulheres. Foto: Reprodução/YouTube
Artistas gravam música romântica para DVD em homenagem às mulheres. Foto: Reprodução/YouTube

Foi divulgado, nesta quarta-feira (7), o clipe da música RG, parceria de Luan Santana e Anitta para o projeto Luan 1977. No início do vídeo, o making of do ensaio revela os artistas em um diálogo engraçado no qual o cantor brinca com o fato de ser vesgo. "Ele encarna um personagem de sedução no palco. Tenho muita vergonha disso, fico tímida", desabafa Anitta. "É porque sou vesgo mesmo", assume Luan sem cerimônia.

Confira o roteiro de shows no Divirta-se

A faixa foi resultado da primeira parceria entre Luan e Anitta. "A gente estava a muito tempo atrás de uma música para cantar juntos", revelou Luan sobre a vontade de cantar ao lado de Anitta. "Tinha que ser algo assim e vai ser sucesso", finalizou a funkeira. Os dois artistas são apontados como fenômenos de números redes sociais em casa segmento.

O cantor convidou várias mulheres para integrar o DVD 1977, em referência ao ano que foi criado o Dia Internacional da Mulher. O trabalho é composto por faixas inéditas e trouxe parcerias com Ivete Sangalo (Estaca zero), Sandy (Mesmo sem estar), Marília Mendonça (Fantasma) e Ana Carolina (Plano da meia noite). A atriz Camila Queiroz também participou na faixa Amor de interior.

Assista RG, parceria de Luan Santana e Anitta:



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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