Seriado Frequency resgata efeito borboleta em trama com suspense, ficção científica e romance policial
Com Peyton List e Riley Smith, a nova produção da CW já estreou nos Estados Unidos e chegará no Brasil em 2017
Publicado: 15/10/2016 às 13:40
Peyton List vive detetive policial na série. Foto: CW/Divulgação/
Vancouver (CAN) - Nova série da CW, Frequency é mais uma que "nasceu" no cinema. O seriado, criado por Jeremy Carver e estrelado por Peyton List e Riley Smith, é inspirado no filme Alta frequência (2000). Com um quê de ficção científica em uma trama policial, a produção fala de amor entre pai e filha. A história se passa em dois tempos distintos - em 1996 e 2016 -, mas se fundem a partir da frequência de um rádio. O enredo acompanha a detetive Raimy Sullivan, que perdeu o pai quando criança. Anos depois, ela descobre que pode se comunicar com o pai, Frank, vivido por Riley Smith.
"A linha principal da série é a família. Mas eu estou no meu tempo, ela está no tempo dela. É bem complexo. Para ela, estou no passado. Para mim, ela está no futuro", analisa Riley Smith. Em alguns momentos, a produção lembra a premissa do filme Efeito borboleta, já que é essa a reação que determina os acontecimentos da série. "Tudo tem uma consequência. O que fazemos afeta diretamente o destino ou o passado um do outro", antecipa Riley, que também viveu um policial em True detective.
O reencontro - ainda que apenas sonoro - faz com que pai e filha se aproximem e até solucionem crimes que estejam envolvidos. O trabalho de pesquisa dos roteiristas é fundamental para não confundir o público e determinar os anos. Os cenários, as músicas, os figurinos e até os diálogos são responsáveis por contextualizar o período.
O mistério da série provoca indagações até na protagonista. A atriz Peyton List se pergunta constantemente quem é a detetive. "Eu acho que o grande desafio é interpretar um personagem cujo futuro está solto no ar. É difícil você ter uma ideia de quem é o personagem, se as situações ainda vão surgir ao longo do episódio", esclarece Peyton. Na série, a personagem perdeu o pai quando criança. "Ela fica com algumas perguntas sobre o caráter do pai. Se era bom ou ruim policial, ela não tem opinião formada sobre ele", analisa a atriz.
*A repórter viajou a convite do Warner Channel.