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Cineastas fazem do próprio casamento um filme para refletir sobre a união homoafetiva

Documentário está disponível no YouTube

Publicado: 13/08/2016 às 19:45

Casal fez da própria trajetória instrumento de reflexão sobre o assunto. Foto: YouTube/divulgação/

Casal fez da própria trajetória instrumento de reflexão sobre o assunto. Foto: YouTube/divulgação/

Casal fez da própria trajetória instrumento de reflexão sobre o assunto. Foto: YouTube/divulgação
O ativismo pelos direitos das pessoas LGBT no Brasil tem trilhado caminho tortuoso entre avanços pontuais e ataques homofóbicos deflagrados em forma de violência nas ruas ou nas redes sociais. O país registra conquistas recentes para o público gay com a garantia legal de união estável, validada em 2013, mas ainda amarga reações preocupantes de intolerância observadas nos índices de morte de homossexuais. As manifestações artísticas recentes refletem com frequência a gangorra da liberdade sexual e oferecem subsídios para o debate em torno do tema.

O documentário Vestidas de noiva, cuja íntegra está disponível no YouTube, amplia o leque de filmes inspirados no tema. A espinha dorsal do longa-metragem é o matrimônio entre a jornalista Fabia Fuzeti, de 39 anos, e a cineasta Gabi Torrezani, de 24. As duas formalizaram a união depois da mudança na legislação brasileira e decidiram documentar a própria história em um produto audiovisual permeado por depoimentos de ativistas e de pessoas envolvidas com a questão LGBT. A exposição das conquistas obtidas pelo público gay e a abordagem da batalha travada pela militância pela equiparação de direitos cruzam as cenas, sob direção da dupla.

A lista de entrevistados contém políticos, juízes, promotores, integrantes de organizações de apoio à causa homossexual, membros de órgãos públicos ligados à proteção dos direitos humanos e da diversidade sexual e, sobretudo, casais homoafetivos cujas vidas foram marcadas por preconceito, intolerância social, familiar, amor e resiliência.

Entre as histórias contadas no filme, está a de João e André, juntos há dez anos. Um deles abandonou a obediência religiosa depois de se apaixonar pelo bibliotecário do monastério. O casal deu início ao processo para adotar uma menina, outro tema tratado pelo documentário. O filme leva à telona iniciativas adotadas para derrubar a discriminação sexual, como a realização de casamentos coletivos.

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