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Carnaval 2016: Maracatus relembram origens africanas na Noite dos Tambores Silenciosos

Tradicional evento ocorreu na noite de segunda-feira (8), no Pátio do Terço

Publicado: 09/02/2016 às 12:00

O local da celebração é onde funcionava os primeiros terreiros nagô de candomblé em Pernambuco. Foto: HelderTavares/Arquivo DP/D.A Press/

O local da celebração é onde funcionava os primeiros terreiros nagô de candomblé em Pernambuco. Foto: HelderTavares/Arquivo DP/D.A Press/


O local da celebração é onde funcionava os primeiros terreiros nagô de candomblé em Pernambuco. Foto: HelderTavares/Arquivo DP/D.A Press
Enquanto o maracatu Manguebeat da Nação Zumbi animava os foliões na Praça do Marco Zero, a tradicional Noite dos Tambores Silenciosos reuniu iversas nações de maracatu em homenagem às origens africanas nesta segunda-feira (8), no Pátio do Terço (São José). 

[SAIBAMAIS] O local escolhido para a festa é onde funcionava os primeiros terreiros nagô de candomblé em Pernambuco. O lugar também era utilizado para venda de escravos. O cortejo, além de ser festejado com grande animação pelos foliões também tem caráter histórico. A celebração reverencia os ancestrais que sofreram no período da escravidão.

Com público considerável, mas sem lotação ou empurra-empurra, as nações de maracatu começaram a desfilar desde as 20h. O auge da cerimônia é à meia-noite, quando todas as luzes do local se apagam, em um momento de reflexão e celebração à cultura africana.

Para quem assiste, é uma experiência quase transcendental. No meio dos festejos de Momo, um momento para reflexão. Além das luzes, todos os tambores, e os espectadores, silenciam. Uma prova de que também há espaço para religiosidade durante o carnaval.

O evento, que ocorre anualmente há mais de 50 anos, segue como uma das cerimônias mais belas do carnaval pernambucano.
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