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Jennifer Lawrence concorre ao Oscar novamente com Joy, que já está em cartaz
Filme retrata as dificuldades vividas pela inventora de um esfregão que não suja as mãos
Publicado: 21/01/2016 às 08:03
Atriz interpreta personagem que parece carregar o peso do mundo nas costas. Foto: Fox/ Divulgação/
Jennifer Lawrence ganhou a quarta indicação ao Oscar (em apenas cinco anos) com Joy: O nome do sucesso. Na semana passada, a atriz venceu o Globo de Ouro pelo trabalho no filme. A personagem, entretanto, não parece um desafio de interpretação. O que pode ter levado às premiações são cenas em que ela faz tarefas domésticas, como quebrar o piso de um quarto para consertar os canos ou limpar o chão. São trabalhos corriqueiros, mas que ganham uma aura de grande esforço quando feitos por uma das maiores estrelas atuais de Hollywood.
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Na vida real, fazer faxina e cuidar da casa foi exatamente o que levou Joy Mangano ter uma ideia genial. A cinebiografia mostra como ela criou, a partir de suas próprias necessidades, um novo tipo de esfregão para facilitar a limpeza dos pisos sem a necessidade de sujar as mãos. O filme retrata a árdua luta que foi necessária para tentar tranformar a invenção em um sucesso de vendas.
O esfregão, no entanto, não é o eixo central do filme. A ênfase maior está na relação entre Joy e a própria família. São pessoas que querem ajudar, mas só atrapalham ou tentam tirar vantagem. Robert De Niro interpreta o pai, que mora no sótão da casa e namora com uma viúva (ótima interpretação de Isabella Rossellini). A avó (Diane Ladd), a mãe (Virginia Madsen), o ex-marido (Édgar Ramírez) e os dois filhos também dividem o mesmo teto.
Dirigido por David O. Russell (nome presente no Oscar nos últimos anos com O vencedor, O lado bom da vida e Trapaça), o filme tem um ar de conto de fadas moderno, com direito a um príncipe (Bradley Cooper) que não é tão encantado assim. O perfil psicológico dos personagens é o elemento central, principalmente em relação a Joy, que é sempre prejudicada pelos parentes mas nunca os abandona, como se fosse responsável pelo bem de todos, sempre disposta a carregar tudo nas costas.
Outro ponto interessante é a ironia sobre a influência da televisão sobre o cotidiano. Todo o filme parece uma homenagem (por vezes crítica) às telenovelas. A apresentadora e atriz Melissa Rivers interpreta a própria mãe, Joan Rivers, famosa na TV nos Estados Unidos.
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