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Guga Rocha fala sobre versão itinerante de Homens Gourmet
Passando por oito cidades, nova atração estreia quinta-feira, às 21h45, no canal Fox Life
Publicado: 18/10/2015 às 16:00
Foto: Fox Life/Divulgação/Foto: Fox Life/Divulgação

Em alta na televisão, programas de gastronomia mostram o quanto o pensamento "cozinha é lugar de mulher" está ultrapassado. Na TV por assinatura, por exemplo, homens estão no comando, enquanto a TV aberta mostra talentos da culinária em realities shows. Com Carlos Bertolazzi, Guga Rocha e Dalton Rangel, a franquia Homens gourmet lançou uma versão itinerante, que estreia quinta-feira, às 21h45, no canal Fox Life. Homens gourmet na estrada visitou oito cidades brasileiras de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
[SAIBAMAIS] O alagoano Guga Rocha, de 39 anos, também fala sobre gastronomia no programa matinal Hoje em dia, na TV Clube/Record. Aos 8 anos, ele teve o primeiro contato com o tema. Cresceu como um aprendiz da avó paterna, Edla Ramalho. A inserção na televisão começou em 2010, quando participou do quadro SuperChef do Mais você (Globo). Ele acaba de lançar o livro Receitas da minha avó, que reúne parte desse aprendizado.
A paixão por gastronomia guia a carreira do apresentador. "Quando não estou comendo, estou cozinhando. Quando não estou cozinhando, estou estudando gastronomia", conta, em entrevista ao Viver. Guga leva a receitas brasileiras para o mundo, como a cozinha nordestina na escola francesa Le Cordon Bleu, uma referência mundial. "Já gastei muito dinheiro do meu bolso para levar a culinária brasileira para o mundo", conta.
Como foi a reformulação do programa?Para nós, foi muito legal porque traz um frescor, uma coisa nova, vibrante para programa. A gente tem contato direto com produtores, artesãos da cozinha e, até mesmo, com o próprio Brasil. Mostramos restaurantes, gente que trabalha com cerâmica, que fazem pratos, gente que trabalha na plantação… Essa versão tirou o chef da cozinha e mostrou a grande função do chef de ser a ligação entre a natureza e o produto. No estúdio, a gente só mostra receita.
O que acha do boom de programas culinários?
Eu acho super natural. Se você olhar a história da humanidade, a culinária sempre foi o cerne das coisas. Na minha teoria, isso acontece porque a cozinha é o último contato do homem com a natureza. O contato com a natureza viva é quando ele cozinha. Isso tudo leva as pessoas a gostarem de ver gente cozinhando.
Qual o lado negativo disso?
A maioria tem um apelo positivo por mostrar o dia a dia da cozinha. Ao mesmo tempo, há aqueles que ensinam errado. Mostram uma agressividade na forma de se tratar a comida e as pessoas que estão trabalhando. A cozinha é um ambiente estressante, mas deve ser respeitoso. Quando ensina que pode gritar com outro, isso não existe. Tem que tratar com educação.
Falar de gastronomia na TV aberta e na TV paga é diferente?
É bem diferente. Acho que a TV aberta tem uma linguagem e abordagem mais simples. Na TV Paga, você pode ter algo mais aprofundado e rebuscado. Tento nas duas fazer o que é mais difícil para quem trabalha na televisão: ser você mesmo. Não dá para criar um personagem, porque as pessoas percebem. Não tenho menor interesse de ser o 'chef galã' ou o 'do mal'. Eu sou o Guga. Levo uma vida muito leve. Gosto de comer camarão e lagosta, mas gosto de comer espetinho e tomar uma cerveja com os amigos. A TV aberta atinge o público maior, mas a TV fechada alcança um público que também é importante. Cozinha não pode ser elitizada. Tem que ser acessível para todos.
Como você se divide entre o Brasil e o Canadá?
Hoje moro três semanas no Brasil, e uma no Canadá. Faço trabalhos lá também. A gente começou uma franquia de comida brasileira no Canadá e nos Estados Unidos. Isso começou porque minha mulher é canadense. Fico nesse vai e vem. É bom porque conheço grandes chefs de lá e estou sempre aprendendo.
Você cozinha em casa?
Todo dia! Para mim, é muito mais que uma profissão. Não só pela cozinha, mas pela cultura culinária. Um povo que não conhece a raiz não tem como desenvolver culinária para o futuro.
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