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Com Charlotte Gainsbourg e Omar Sy, filme Samba chega aos cinemas
Conteúdo humano é o maior diferencial do novo sucesso dos diretores de Intocáveis, que faz o público rir e também chorar
Publicado: 09/07/2015 às 07:58
Trabalho dos atores é a melhor coisa do simpático Samba. Foto: David Koskas/ divulgação/
O filme francês Samba, em cartaz no Recife, foi feito para ser do bem. Tem música brasileira, velhinhas dançando, personagens comoventes, situações cômicas e mensagem sobre a convivência solidária entre povos de culturas e etnias diferentes. A proposta funciona principalmente pelo trabalho do elenco, que gira em torno dos atores Omar Sy e Charlotte Gainsbourg. A direção é da dupla de cineastas Olivier Nakache e Eric Toledano, que fizeram sucesso com Intocáveis (2011) e mais uma vez criam uma comédia intercalada por momentos de fazer chorar.
O fio condutor é o drama de um imigrante africano senegalês chamado Samba Cissé (vivido pelo mesmo Omar Sy de Intocáveis) que trabalha em empregos informais em Paris enquanto tenta legalizar a permanência na França. O filme cresce com a presença de Charlotte Gainsbourg no papel de uma assistente social que o conhece ao ajudá-lo a tentar regularizar os documentos. Mais associada a personagens atormentadas (Anticristo, Melancolia e Ninfomaníaca), a atriz desta vez leva densidade a um papel mais leve e doce. Aos 30 minutos de filme, ela explode dramaticamente em uma cena que confirma o poder de sua presença na tela.
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O filme retrata a relação de desejo e paixão entre os dois com naturalidade, sem ênfases em questões raciais (isso pode confrontar os preconceitos de parte do público, mas não há uma indução ao tema). O lado político-social está mais manifestado na condição desumana dos imigrantes que sofrem com regras burocráticas, humilhantes e contraditórias. O racismo manifesta-se em cenas na rua e nos transportes públicos, onde o personagem de Sy é obrigado a praticamente andar disfarçado para não sofrer mais preconceito.
[SAIBAMAIS]Samba é um filme bastante convencional e previsível, com pequenos detalhes (objetos, comportamentos) que sempre aparecem para interferir na história quando ressurgirem mais adiante, como se tudo fosse excessivamente costurado. O que o torna especial é a verdade dos seres humanos retratados.
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