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Luto Morre em atentado o cartunista francês Georges Wolinski, aos 80 anos Cartunistas e chargistas de Pernambuco avaliam o legado de Wolinski para os desenhos de contestação

Publicado em: 07/01/2015 11:55 Atualizado em: 07/01/2015 12:20


Artista em foto registrada em 2006. Crédito: Guillaume Baptiste/AFP/Arquivo
Artista em foto registrada em 2006. Crédito: Guillaume Baptiste/AFP/Arquivo

Um ataque à sede da revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, deixou 12 mortos, entre jornalistas e policiais, nesta quarta-feira (7). Uma das vítimas do ataque com fuzis e lança-foguetes foi o célebre cartunista e escritor de quadrinhos francês Georges Wolinski, aos 80 anos. A revista publicava charges com o profeta Maomé.

"Wolinski foi um dos caras responsáveis pela revolução feita nos quadrinhos franceses durante os anos 1960 e 1970. Ele conseguia temas do cotidiano, tinha o traço muito pessoal e, como roteirista, trabalhou com outros artistas", diz o cartunista Lailson de Holanda Cavalcanti.

De acordo com Lailson, Wolinski seguia uma linha underground nos quadrinhos de contestação: "São reflexos do Maio de 68 na França", movimento que levou a uma greve geral no país. Wolinski teria influenciado artistas como Ziraldo, Jaguar e Henfil.

"Eu acompanhei o trabalho de Wolinski na década de 1980, algumas publicações que chegavam ao Brasil. Era um trabalho voltado para o cartum e, claro, ele estava sempre em destaque neste cenário", afirma o cartunista do Diario de Pernambuco Samuca: "a aquarela, o desenho mais solto era uma marca dele", completa.

Georges Wolinski tinha um traço despojado e sintético. "Aqui no Brasil, você tem o desenho de Adão Iturrusgarai (criador da personagem Aline), e ele abordava temas muito contemporâneos", conclui Lailson de Holanda: "Ele não era um cartunista que tinha medo de se expressar".

Os chargistas Charb, Cabu e Tignous também foram mortos no atentado à revista satírica Charlie Hebdo. Segundo publicação do jornal Le Figaro, o atentado foi provocado por terroristas que gritavam a palavra de ordem "Nós vingamos o profeta. Nós matamos Charlie Hebdo".

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