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Sindicato diz que vai manter serviço durante a paralisação de 24 horas na Polícia Civil nesta quarta (24); saiba qual é

Sinpol decidiu suspender trabalhos para e vai realizar Operação Padrão. A meta é cobrar medidas ao Governo de Pernambuco

Publicado em: 24/01/2024 07:47 | Atualizado em: 24/01/2024 10:10

IML Recife deve manter sreviuços durante paralisação (Foto: Romulo Chico/DP)
IML Recife deve manter sreviuços durante paralisação (Foto: Romulo Chico/DP)
A  paralisação  dos policiais civis de Pernambuco está prevista para começar nesta quarta (24).
 
Segundo o Sinpol, o sindicato que representa a categoria, A Operação Padrão vai suspender serviços em todo o Estado, por 24 horas.
 
Na terça (23), a entidade informou que apenas ficará disponível para a população, o serviço de liberação de corpos no Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, no Recife.  
 
No IML da capital, o trabalho é prestado por peritos e médicos legistas. 
 
Ainda segundo o Simpol, os Boletins de Ocorrência (BOs) poderão ser prestados por meio da Delegacia Virtual, pela internet. 

A decisção de parar por 24 horas, faltando duas semanas para o Carnaval, foi tomada na terça.
 
À noite, houve um encontro com representantes do Governo do Estado, no Palácio do Campo das Princesas, sede do Poder Executivo.

A Operação Padrão prevê, segundo o Simpol, a suspensão de todas as atividades compreendidas ao exercício da função dos policiais civis.
 
Segundo o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, no dia 6 de fevereiro, dois dias antes da abertura do Carnaval no Recife e em Olinda, a entidade sindical realizará um novo protesto, onde uma assembleia geral da categoria irá definir se haverá greve durante o período carnavalesco.

Problemas
 
Segundo o presidente do Sinpol, a Polícia Civil possui um déficit, atualmente, de quase seis mil policiais, o que resulta em lentidão para a investigação de crimes. 
 
"Deveríamos ter 11 mil policiais e hoje estamos com 5.300 e, desses, 1.400 com tempo para se aposentar. O DHPP tem mais de 10 mil inquéritos de homicídio sem investigar porque não tem gente", ressaltou.

Ainda de acordo com o diretor sindical, a categoria saiu da reunião do Palácio do Campo das Princesas insatisfeita e promete continuar se mobilizando para cobrar do Poder Executivo melhorias à categoria. 

“Não saímos satisfeitos. Queremos uma negociação o mais rápido possível. Eles (Governo) precisam dar uma estrutura melhor à Polícia Civil. A corporação, hoje, está pedindo socorro. Nós temos um efetivo menor do que há trinta anos atrás. Temos cinco mil e trezentos policiais, quando éramos pra ter 11 mil agentes. Além disso, há um mil e quatrocentos policiais para se aposentar. A consequência da falta de estrutura da polícia é que a violência está explodindo, e as organizações criminosas já estão instaladas em várias regiões do Estado, amplamente disseminadas e se fortalecendo”, avaliou o presidente do sindicato. 

Ainda segundo ele, a categoria segue em buscas de diálogo com o Governo do Estado e, segundo o diretor sindical, o intuito não é parar no Carnaval, mas garante que se as negociações não avançar, os policiais irão cruzar os braços. 

“Porque estamos realizando esta advertência? Não queremos estragar o Carnaval. É importante que a população saiba que a culpa não é nossa, estamos tentando há muito tempo dialogar com o Governo.  O problema é que o Governo não dá uma sinalização concreta de dialogar com a Polícia CIvil. Na reunião que fizeram conosco (no Palácio do Campo das Princesas) colocaram o secretariado de segundo escalão e disseram que irão abrir as negociações somente no dia 7 de março. Isso é um desrespeito e não vamos mais aturar isso”, disparou Áureo Cisneiros. 

Nesta quarta (24), a reportagem do Diario de Pernambuco procurou a assessoria de Imprensa da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) para saber se haveria um posicionamento. 
 
A assessoria de comunicação da Polícia Civil disse que checaria a posibilidade de um pronunciamento.  

Mudanças 

A paralisação de 24 horas dos policiais civis de 24 horas acontece dois dias após os comandos da Polícia Militar e da Polícia Civil de Pernambuco passarem por mudanças a partir desta terça-feira (23).

 O coronel Ivanildo Cesar Torres de Medeiros assume o Comando Geral da Polícia Militar, em substituição ao coronel Tibério César dos Santos, e o delegado Renato Márcio Rocha Leite assume a chefia da Polícia Civil, cargo anteriormente ocupado pela também delegada Simone Aguiar. A informação foi repassada pelo Governo do Estado.

No anúncio das mudanças, a governadora Raquel Lyra ressaltou a importância do trabalho feito pelos coroneis

As mudanças chegam justamente num momento em que a segurança em Pernambuco foi colocada em xeque novamente. No último sábado, torcedores de Sport e Santa Cruz se enfrentaram na PE-15, em Paulista, horas antes do jogo que aconteceu em São Lourenço da Mata. O saldo foi de um policial militar e dois torcedores baleados, além da apreensão de artefatos explosivos, rojões e soqueiras.
 
Câmeras
 
Desde dezembro do ano passado,  o Diario de Pernambuco informou que quatro das principais cidades Pernambucanas vão ficar sem o monitoramento de 358 câmeras de segurança até, pelo menos, o fim de abril. 
 
Com isso, Recife, Olinda, Caruaru, no Agreste, e Petrolina, no Sertão, vão passar o Carnaval e até mesmo a Semana Santa sem o serviço de envio de imagens de crimes que permitem o planejamento de ações de segurança pública.
 
É que o contrato com a empresa responsável pelo monitoramento foi encerrado encerrado. 
 
Esta semana,o Diario cobroiu um posicionmamento da sexcretaria de Defesa Social sobre as câmeras e não obteve reposta. 
 

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