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VIOLÊNCIA
Polícia investiga grave agressão a menino de dez anos em colégio particular
Publicado: 25/08/2023 às 11:03
Caso ocorreu em unidade do Colégio Boa Viagem na Zona Norte do Recife. Instituição de ensino diz que entrou em contato com as famílias dos envolvidos/Ruan Pablo/ESP DP
Na última quarta-feira (23), a polícia iniciou as investigações sobre o caso de uma criança de dez anos que foi agredida na quadra do Colégio Boa Viagem, no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife. O menino chegou em casa muito ferido, com hematomas pelo corpo e dores, alegando ter sido atacado por outros alunos de sua classe.
"Estamos tomando as medidas cabíveis, porque a escola tem que responder, ela tem que pagar por essa negligência, por essa omissão. Não conseguiram assegurar a integridade física e psíquica do meu filho. Estou correndo para que outros pais e crianças não passem por isso”, disse o pai da vítima. Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Diario não divulgará nomes dos envolvidos.
O pai relatou que o filho é diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e já sofria bullying no colégio. Havia, segundo ele, algum temor. Apesar de denunciar os casos anteriores ao colégio, o pai relata que não houve providências tomadas pela instituição para evitar novas ofensas e a violência que, infelizmente, acabou ocorrendo no ambiente escolar.
Em nota divulgada à imprensa, o Colégio Boa Viagem relatou que "está em contato com as famílias de todos os meninos que participaram do incidente, prestando suporte e tomando providências pedagógicas e disciplinares".
A criança foi encaminhada à emergência de um hospital, onde foi examinado e constatado que ele não sofreu lesões internas. Após o atendimento, o pai foi até à polícia registrar o boletim de ocorrência.
AMEAÇA DE MORTE
“Nesse momento, ainda não sentamos com profissionais para saber qual seria a medida mais cabível. Vamos estudar, analisar e ver qual será a melhor opção. Estou dando esse tempo para meu filho, por ser recente. Ele está com medo, com receio de voltar à escola, até porque, após a agressão física, o mesmo sofreu ameaças. Caso contasse a história para a diretoria ou para mim, disseram que matariam meu filho. Ele tem amigos no colégio, e isso o deixa muito confuso”, relatou.
Segundo nota da Polícia Civil, "as investigações foram iniciadas e seguem até esclarecimento do caso". Detalhes sobre o caso não foram divulgados até o momento. O caso está com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) do bairro do Benfica, Zona Oeste do Recife. O exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) sai em dez dias.