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IMUNIZAÇÃO

Pernambuco recebe mais de meio milhão de doses de vacinas contra Covid-19

Publicado em: 01/09/2021 19:17 | Atualizado em: 01/09/2021 20:02

 (Foto: Arnaldo Sete/DP Foto)
Foto: Arnaldo Sete/DP Foto
Só nesta quarta-feira (1º), Pernambuco recebeu mais de 500 mil doses de vacinas contra Covid-19 e, somando-se as que chegaram na segunda-feira (30), o Estado bateu a marca de 700 mil doses recebidas em menos de uma semana, anunciou o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, em coletiva realizada nesta quarta-feira. Ele chamou atenção para a importância da aceleração no processo de vacinação e a importância de completar o ciclo vacinal. A baixa procura da primeira dose pelos adolescentes também é um fator preocupante na tentativa da imunização da maioria da população pernambucana.

"Além da testagem em massa e manutenção dos cuidados, é fundamental acelerarmos o processo de vacinação para salvarmos mais vidas. A preocupação pela baixa procura dos adolescentes se dá especialmente no Recife. Se você é pai ou responsável de um jovem e a vacina já está disponível na sua cidade, não deixe de levar seu filho a um local de vacinação para protegê-lo", pediu.

Longo informou que a Comissão Intergestores Bipartite decidiu seguir o cronograma da terceira dose do esquema vacinal proposto pelo Ministério da Saúde, previsto para iniciar em 15 de setembro. "A orientação geral está prevista para iniciar a terceira dose para os maiores de 70 anos e imunossuprimidos, com a lista de patologias previstas para se vacinar a partir de 15 de setembro. Há uma procura de alguns municípios que já atingiram o público, como o caso do Recife, que já começou a vacinar 12 anos, numa expectativa de começar antes. Também tínhamos dito ao Ministério qu se houvesse sobra da Pfizer podíamos trabalhar numa perspectiva de redução, mas, em princípio, a recomendação da Comissão Intergestores Bipartite é seguir o cronograma em Pernambuco. Até lá, vamos disponibilizar Pfizer para todo o público possível e no dia 15 começamos efetivamente a vacinação dessas pessoas mais vulneráveis com a terceira dose".

O Ministério da Saúde havia anunciado no mês de agosto a possibilidade de redução do intervalo da Pfizer para 60 dias a partir de setembro. No entanto, até o momento não houve nenhuma orientação sobre a redução em Pernambuco. Com isso, o secretário informou que o Estado ainda não recebeu a quantidade de doses necessárias para a antecipação. "A gente já tinha definido reduzir o intervalo com AstraZeneca desde que houvesse as doses disponíveis. Além dela, o Ministério também reduziu a da Pfizer. Estamos esperando as doses necessárias dos dois imunizantes para essa antecipação. Em princípio, já temos uma orientação estadual para o município que tiver dose e puder vacinar a população com 60 dias, já pode fazer. A orientação já existe, obviamente depende da disponibilidade de doses, e ela se dá porque é seguro, além de aumentar a segurança e cobertura para a variante Delta, que a gente sabe que é mais segura e mais forte com as duas doses".

André Longo explicou, ainda, que a distribuiçao das vacinas para os municípios se dá de forma equânime, de acordo com a necessidade vacinal do município. "Adotamos recentemente um critério de distribuição pelas doses que faltam para atingir a universalidade da primeira dose para a população, vemos o que está faltando de primeira dose para todos os municípios para completar a população de até 18 anos. O critério tem sido a distribuição equânime, a gente tá distribuindo um percentual do que está faltando para atingir a D1. O município que está precisando e recebendo mais doses no momento é Jaboatão. Houve um erro na população inicialmente informada e estamos fazendo uma correção. Jaboatão recebe 12% das vacinas que chegam, Recife recebe 10%. O fato de já estar ofertando vacina para menores de 18 anos não significa que todo o dever de casa foi feito em relação a vacinação da população maior de idade. Precisamos atingir metas em todas as faixas etárias.

Obrigatoriedade da vacina 
Na coletiva, o secretário André Longo ressaltou que, "apesar de extremamente relevante, não há obrigatoriedade legal na vacinação". "A própria aprovação das vacinas para uso emergencial pela Anvisa ficou claro que ela não recomendava a obrigatoriedade no primeiro momento, mas obviamente que todo o trabalho da saúde é para fortalecer a mensagem da necessidade da vacinação completa com as duas doses e a terceira para os públicos específicos. Estamos procurando, no Plano de Convivência, estimular esse processo para permissão como fator de indução dentro do plano para participação em eventos, e cada vez mais isso deve ser intensificado. Vai chegar o momento que só vai participar dos eventos as pessoas que estão vacinadas", alertou. 

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