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Dicas para melhorar a média na redação do Enem 2022

Publicado em: 27/09/2021 16:53 | Atualizado em: 27/09/2021 19:28

 (Foto: Agência Brasil )
Foto: Agência Brasil
Alcançar a tão sonhada vaga na universidade é o sonho da maioria dos jovens que estão  concluindo a escola e, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), faz parte do processo como porta de entrada para a maioria dos estudantes que desejam ingressar em uma universidade pública ou privada. Com provas realizadas em dois fins de semana, o Enem é dividido por áreas de Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Linguagens e Códigos, sendo esta última uma das mais aguardadas devido à exigência do tema redação.

Com cinco horas e meia para fazer uma prova de 90 questões mais a redação, o estudante passa a se preocupar como organizar corretamente o seu texto e não cometer deslizes que possam prejudicá-lo. Para o domínio do tempo, é importante ter em mente o perfil da redação do Enem. Por isso, algumas orientações são valiosas a fim de que seja feito um texto que atenda às competências exigidas pela banca do Enem.

Uma das exigências do Exame é o formato do texto, o professor de redação do Colégio Motivo, Mário Sérgio, explica como se configura a redação: “O gênero exigido é dissertativo-argumentativo, cuja estrutura é feita de introdução, desenvolvimento e intervenção. Um ponto relevante a ser considerado é que, no parágrafo introdutório, deve-se constatar uma problemática, todavia, nem sempre, a Banca apresenta um tema problematizado. Se o tema já vier problematizado, o candidato apenas reproduz a problemática. Uma redação, que foge a essa perspectiva de problematização, se apresentar intervenção, incidirá em incoerência”.

Além disso, basear-se apenas nos textos motivadores leva à penalização do candidato. “Se a redação se limitar ao que os textos de apoio trazem, o candidato não alcançará uma nota desejável. Ao ler o tema, o candidato deve fazer uma seleção de repertórios (inspirados em artes, história, filosofia, sociologia) que sejam usados como evidências e suscitam reflexões para a construção do texto. A partir dessa seleção, as ideias devem ser distribuídas entre as partes que compõem a estrutura do texto”, detalha Mário. “Quando a Banca expõe, por exemplo, o tema ‘O estigma associado às doenças mentais no Brasil’, ela não tem a pretensão de que o candidato aborde meramente o aumento de casos de enfermidades de ordem mental no Brasil. A palavra ‘estigma’ altera a perspectiva da proposta, porque exige reflexões que incidem sobre a ótica da formação cultural dos indivíduos em relação às patologias psicológicas", completa.

Outro fator que merece atenção é a fuga ao tema. O estudante deve se concentrar na proposta central da redação para não ter a sua nota comprometida. “Deve-se salientar que a tese deve estar centrada nas palavras-chaves da proposta. Estar no assunto não significa estar no tema. O campo semântico que constitui o tema deve ser reiterado ao longo do texto para que não ocorra tangenciamento à proposta. Fugir ao tema totalmente não é um fenômeno tão comum, pois essa transgressão requer ruptura radical, o que determina profunda distração”, observa o professor. “Já a fuga parcial deve ser considerada bem mais comum e perigosa, pois muitos podem deduzir que abordar genericamente a proposta já é suficiente, quando, na verdade, o fato de uma dessas palavras-chaves não ser atendida pode conduzir a tangenciamento, e a nota, nesse contexto, é bastante comprometida.”, completa.

A escolha do repertório deve estar completamente alinhada com os argumentos do texto. Ler, se preparar e ter certeza da bagagem construída durante o ano de estudo é importante para conseguir uma escrita lógica e clara. Mário explica que “não adianta falar de Aristóteles, Platão, Émile Durkheim, Hannah Arendt, quando o que se conhece é um punhado de citações descontextualizadas e que, portanto, serão ajustadas ao texto superficialmente. Tem que se ler e, por meio do capital cultural adquirido, desenvolver ideias que sejam expostas com concisão, clareza e , sobretudo, coerência.”

As provas nas versões impressa e digital serão aplicadas juntas e acontecerão nos dias 21 e 28 de novembro às 13h30, com término do primeiro dia de 19h e no segundo dia de 18h30. Para realizar o exame, é preciso levar alguns itens obrigatórios, como documento de identidade com foto, caneta preta feita com material transparente, número de inscrição e senha, máscara facial e declaração de comparecimento impressa, caso precise justificar ausência no trabalho. Para essas datas, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) espera por 3.109.762 pessoas que tiveram as inscrições confirmadas.
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