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CRIME

Operação contra pirataria remove mais de 200 sites e aplicativos de filmes ilegais

Publicado em: 08/07/2021 13:31

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Uma operação para identificar e desativar serviços de internet voltados à prática do crime de Violação de Direito Autoral removeu 207 websites do ar, 74 aplicativos de web rádio, 20 aplicativos de música, além de 25 servidores Tv online pirata, ou conhecida pela sigla “IPTV”. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), a investigação foi iniciada em maio de 2021, e nesta quinta-feira (8), estão sendo executadas as medidas judiciais.

“O principal foco foi tirar do ar serviços de compartilhamento ilegal de séries, filmes, vídeos e dessa vez, música também. Conseguimos tirar do ar 207 websites que compartilhavam filmes e séries, exibindo anúncios para a população, onde poderiam ser instaladas vulnerabilidades nos computadores. Tiramos também diversos aplicativos de rádio, que eram possíveis baixar músicas e vídeos”, explicou o delegado Eronides Meneses, titular da delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos.

O dia de hoje marcou a 3ª fase da Operação chamada de "404", de âmbito nacional. As medidas de remoção dos serviços foram autorizadas pelo Juízo da 15º Vara Criminal da Comarca de Recife. “Diversas policias civis do Brasil estão participando dessa operação. Aqui em Pernambuco o foco foi tirar do ar os serviços, enquanto outros estados estão efetuando buscas e apreensões”, explicou o delegado.

Questionado sobre o uso de serviços para assistir filmes disponibilizados ilegalmente na internet, o titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos explicou os perigos para os usuários.

“É perigo principalmente para quem baixa e instala esses tipos de aplicativos, porque apesar de serem muitas vezes gratuitos, isso pode instalar vulnerabilidades no equipamento e na rede de internet, com o risco de os dados pessoais de cada pessoa serem roubados. É muito perigoso para qualquer pessoa baixe esse tipo serviço, a rede de internet fica totalmente vulnerável. E há também o prejuízo financeiro para os artistas, que trabalham com isso, e de onde vem o lucro é dos direitos autorais. Se não se ganha, como conseguir produzir?”, esclareceu.

“A possibilidade de envolvimento de milicias em algumas comunidades. Quando fazemos as buscas, muitas vezes conseguimos constatar isso. Então, pelo menos há lavagem de dinheiro no envolvimento na prática desse crime, não só violação dos direitos autorais”.

De acordo com a Polícia, a ação nacional conta com a colaboração do CIBERLAB, SEOPI – Secretaria de Operações Integradas do MJSP, das Associações de Proteção à Propriedade Intelectual no Brasil, Embaixadas dos Estados Unidos (Homeland Security Investigations (HSI) e Departamento de Justiça) e do Reino Unido no Brasil (IPO – Intellectual Property Office e PIPCU – Police Intellectual Property Crime Unit).
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