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AVANÇO DA COVID

Demanda por leitos de UTI acelera nos sertões do Moxotó e Pajeú

Apenas nos primeiros quatro dias desta semana o crescimento foi de 57% na Macrorregião 3, de acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo

Publicado em: 10/06/2021 19:20

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
O sinal de alerta acesso na semana passada se concretizou e os municípios da Macrorregião 3, que engloba os sertões do Moxotó e Pajeú apresentaram uma forte aceleração na demanda por leitos de UTI, de acordo com relatório apresentado pelo Governo de Pernambuco durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (10).  Apenas nos primeiros quatro dias desta semana o crescimento foi de 57%, de acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Esse índice completa três semanas seguidas de aumento, iniciadas na semana 21, com 102 solicitações (20 a mais que a semana 20). Na semana passada, a 22, o crescimento foi pequeno, para 105, mas já mantendo um patamar bem acima do que já fora observado até então neste ano - o maior número de solicitações havia sido na semana 18, com 86.

As boas notícias ficaram para as Macro I e II, que passam pela Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e Agreste. Na Macro I a solicitação por leitos de UTI foi de 847 na semana 22 contra 931 na semana anterior e 956 na semana 20. Já a Macro II teve queda de 10% na semana passada e até o momento desta semana, 17%. Apesar disso, André Longo reforçou que o momento ainda é delicado e requer muitos cuidados para que não haja um novo aquecimento dos casos.

"Ainda vivemos um momento delicado em relação á pandemia, mas a aceleração diminuiu e no Agreste já temos um processo de redução de fila por leitos de UTI. Primeira macro o número de vagas já supera o de solicitações, mas os cuidados devem continuar, pois está faltando educação sanitária à população. Estaríamos numa situação muito melhor se houvesse comprometimento. O estado jamais será onipresente. Ou há consciência coletiva da imprortância do cuidado ou não vamos ter controle absoluto da situação", disse Longo.

Sobre a vacinação, o secretário afirmou que não devem ser criados mais grupos prioritários, pois houve uma pactuação com os municípios para um avanço na faixa etária. A possibilidade de novas prioridades vai depender apenas de alguma determinação do Ministério da Saúde. De acordo com ele, as últimas aberturas de reduzir a faixa etária da cobertura vacinal provocou um incremento forte na quantidade de pessoas sendo imunizadas: 170 mil doses em dois dias.

"A pactuação que fizemos com os municípios na última reunião foi priorizar a vacinação por faixa etária em paralelo aos grupos que já começaram, não devemos mais incluir nenhum outro grupo dentro dos prioritários, a não ser por mudança nacional. O compromisso de Pernambuco é avançar o mais rápido possível por idade, pois dentro dessas faixas também se contemplam comorbidades e outras profissões. Alguns municípios já chegaram a vacinar um terço da população", ressaltou.
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