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Na Semana da Tireoide, medicina comemora cirurgias inovadoras na retirada de nódulos

Publicado em: 24/05/2021 10:58 | Atualizado em: 24/05/2021 19:20

 (Foto: Tarciso Augusto/DP Foto
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Foto: Tarciso Augusto/DP Foto

A partir desta segunda-feira (24), inicia-se a Semana Internacional de Conscientização da Tireoide, que têm o objetivo de alertar sobre os problemas da glândula e os desafios enfrentados pelos pacientes. De acordo com estudos desenvolvidos, estima-se que 70% da população mundial tenha nódulos tireoidianos, sendo que cerca de 15% são malignos, quando é necessário realizar um tratamento cirúrgico. A “tiroidectomia” tem passado por uma série de inovações e o cirurgião especializado em cabeça e pescoço, André Raposo, explica as dúvidas sobre os novos métodos. O Dia Internacional da Tireoide é comemorado nesta terça-feira (25).

O especialista relembra que o método tradicional, com um corte no pescoço, tem sido realizado há mais de um século, porém nos últimos 5 anos surgiram opções como a tireoidectomia endoscópica transoral, a cirurgia robótica e até tratamentos não cirúrgicos. 
Para o médico, as novidades são minimamente invasivas e já são realizadas com frequência a pedido de pacientes. Como a tiroidectomia tradicional deixa cicatrizes e requer um período de recuperação mais longo, com certas restrições, as novas opções de cirurgias surgiram com algumas vantagens.

“Além de não deixar cicatriz no pescoço, o paciente normalmente apresenta uma recuperação mais rápida. Ele também terá menos desconforto para engolir e conseguirá voltar para as suas atividades habituais mais precocemente, o que proporciona uma melhor qualidade de vida”, explica o especialista André Raposo.

De acordo com o médico, na tireoidectomia endoscópica transoral, o corte no pescoço é substituído por três pequenas incisões na parte interna do lábio inferior. As cicatrizes não são visíveis e os resultados pós-cirúrgicos revelam baixa probabilidade de complicações. 
Já na tiroidectomia robótica, o cirurgião consegue ter uma visão ampliada em 10 vezes, o que possibilita acessos remotos, com menos riscos, sequelas e cicatrizes. Um exemplo de tratamento não cirúrgico é a ablação por radiofrequência, quando se aplica este tipo de energia no nódulo através de uma agulha, encolhendo-o - ideal para nódulos grandes benignos.

“Cerca de 50% das tireoidectomias realizadas nos últimos anos já poderiam ter sido feitas através de alguma dessas novas tecnologias. Em breve, em torno de 5 ou 10 anos, acredito que estaremos fazendo a maior parte das cirurgias usando algumas delas”, diz Raposo, que atualmente faz parte da primeira turma de pós-graduação em cirurgia robótica em Cabeça e Pescoço no Ensino Einstein, do hospital Albert Einstein, em São Paulo.

“Esses acessos estão evoluindo a passos largos. Estamos acompanhando esses desenvolvimentos tecnológicos, incorporando outras novas tecnologias na nossa prática e os resultados estão sendo excelentes. Os pacientes estão muito satisfeitos e os cirurgiões cada vez mais confortáveis. Quem ganha com isso é o paciente, que tem mais oportunidades para preservar a sua qualidade de vida”, finaliza.

Mais sobre a tireoide
A tireoide é uma glândula em forma de borboleta localizada na base do pescoço, abaixo da laringe. A sua principal função é produzir hormônios que controlam o metabolismo do organismo. Dentre os diversos problemas que podem surgir, o aparecimento de nódulos é um dos mais comuns.

Os nódulos da tireoide são lesões arredondadas que surgem no tecido, podendo ser causadas por várias condições, a maioria delas benigna. Alguns nódulos adquirem funcionamento independente do resto da glândula, quando produzem hormônios em grande quantidade e provocam sinais e sintomas do hipertireoidismo, que pode levar a outras doenças.
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