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ÁGUA NA TORNEIRA

Compesa reduz rodízio de abastecimento de água no Recife

Publicado em: 24/05/2021 16:52

 (Foto: Pixabay)
Foto: Pixabay
Nesta segunda-feira (24), entrou em vigor a redução do racionamento de água no Recife anunciado pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), instituindo um novo calendário de abastecimento em diversos bairros da cidade. O motivo, segundo a companhia, foi o aumento no nível de água de barragens como Pirapama e Tapacurá, que abastecem a capital, beneficiando cerca de 500 mil pessoas.

A partir desta segunda, os bairros de Engenho do Meio, Cidade Universitária, Várzea, Torrões, Roda de Fogo (parte), Cordeiro, Bomba Grande, Iputinga, Brasilit, Caxangá, Detran, Monsenhor Fabrício, Dois Irmãos, Macaxeira (parte plana), Casa Amarela (parte plana), Casa Forte, Poço da Panela, Santana, Monteiro, Parnamirim, Mangueira, Bongi, Mustardinha, Prado, Cordeiro, Zumbi, Santo Amaro, Boa Vista, Soledade, Derby, Coelhos, Ilha do Leite, Paissandu, Graças, Espinheiro, Bairro do Recife, Aflitos, Madalena, Torre, San Martin, Mangueira e Jiquiá passam a ter abastecimento diário.

“Nosso compromisso, conforme determinação do governador Paulo Câmara, é promover a ampliação da oferta de água para a população. Quando isso se traduz em eliminação de rodízio, a satisfação é ainda maior”, ressalta a presidente da Compesa, Manuela Marinho.     

Região Metropolitana 

Apesar da medida que beneficia moradores do Recife, há ainda outras cidades na Região Metropolitana que seguem com rodízio de água, como os municípios de Moreno e Jaboatão dos Guararapes, por exemplo. De acordo com a diretora regional metropolitana da Compesa, Nyadja Menezes, apesar da melhora que as chuvas recentes trouxeram aos níveis das barragens, que vinham baixos enquanto a previsão era de estiagem, o aumento do nível da água causado pelas chuvas que pegaram o estado de surpresa não foi o suficiente para acabar completamente com os rodízios.

“Chuva para encher barragem tem que ser acima de 50 mm, abaixo disso não tem muita alteração, são chuvas mais próprias para agricultura. As chuvas de abril e maio chegaram até 200 mm. Já tínhamos melhora em Pirapama, e isso também ajudou outras. [A barragem de] Botafogo teve um incremento, mas não o suficiente, agora está em torno de 35% de sua capacidade”, explicou. 

As dificuldades de abastecimento, no entanto, não dependem apenas do nível de água nos sistemas que abastecem cada região, mas também da infraestrutura de abastecimento, que carece de investimentos. De acordo com Nyadja, Jaboatão é “um município de situação com algumas deficiências” no qual a Compesa está realizando investimentos “em adutoras e outras obras”.

“Nessas chuvas, fizemos anúncios em relação a Piedade e Prazeres, reduzindo o rodízio. Mas a gente tem o centro de Jaboatão Velho que a gente segue investindo para a água chegar”, disse a diretora+.  

No que diz respeito a Moreno, Nyadja explica que a cidade é abastecida por um tipo de manancial chamado “fio d’água”, que vem do Rio Jaboatãozinho, mas não chega ao porte de uma barragem. Ela conta que, para melhorar o abastecimento do município, há um projeto de uma nova adutora cuja obra deve ser iniciada no próximo ano. 

“A gente só vai conseguir melhorar mesmo com uma nova adutora. A gente está em fase de contratação do projeto, vimos 3 cenários possíveis e definimos o melhor tecnicamente falando. Está na fase de contratação e vai ficar pronto em 2021 para começar a obra ano que vem”. 

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