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MOBILIDADE

Temendo aglomerações, pesquisa aponta que trabalhadores passaram a utilizar mais carros por aplicativo

Publicado em: 05/04/2021 09:51 | Atualizado em: 05/04/2021 09:55

 (Foto: Paulo Paiva/DP)
Foto: Paulo Paiva/DP
Uma pesquisa realizada pelo aplicativo de mobilidade urbana 99 apontou que durante o período de fevereiro de 2020 -quando ainda não havia pandemia no país- e fevereiro de 2021, o volume de corridas por aplicativo realizadas pelos moradores do Recife que ganham até dois salários mínimos aumentou quase 10%, enquanto o número de corridas entre a parcela dos recifenses que ganham acima de três salários mínimos caiu em 4%. 

De acordo com o estudo, os dados apontaram que a faixa com menor renda passou a recorrer com mais frequência aos carros por aplicativo como alternativa de mobilidade ao ter que sair de casa durante a pandemia da Covid-19, enquanto a parcela mais rica passou a utilizar menos a modalidade. 

Ainda segundo a 99, esses dados vêm ao encontro dos números registrados em outra pesquisa da 99, divulgada em 2020. Feita nas periferias das grandes cidades, 19% dos entrevistados afirmaram que não puderam fazer o isolamento e precisaram trabalhar todos os dias. 32% dos participantes fizeram apenas de 1 a 3 meses de isolamento. O estudo também apontou que durante a pandemia, a segurança em relação à Covid-19 também aparece com relevância em relação aos fatores de decisão para a escolha do transporte quando for sair de casa. 43% dos entrevistados levam em consideração o risco de contágio do coronavírus no transporte.

“No Recife, o crescimento de viagens feitas pela parcela mais pobre mostra a preocupação em evitar aglomeração por parte dos que precisam sair de casa, como no caso dos profissionais que atuam em funções que não permitem o trabalho remoto, como caixas de supermercados, diaristas, porteiros, equipes de saúde. Já os mais ricos puderam permanecer em casa, seja fazendo home office ou utilizando alguma reserva financeira que conseguiram economizar. Além disso, ao sair de casa, as pessoas com maior poder aquisitivo, muitas vezes, possuem carro próprio, o que não é a realidade presente para os mais pobres”, explica Lívia Pozzi, diretora de Operações da 99.

No Brasil, os dados apontaram que a parcela mais pobre da população passou a utilizar 36% mais viagens por aplicativo, enquanto os mais favorecidos utilizam 41% menos a modalidade. Nacionalmente, a frequência de uso entre a população de menor renda cresceu sete pontos percentuais no aplicativo, ao passo que os de maior poder aquisitivo registram atualmente uma queda de 13,5 pontos percentuais em viagens por app. Na capital pernambucana, os que ganham até dois salários mínimos cresceram dois pontos percentuais, e os que ganham mais de três salários mínimos registraram queda de três pontos.




  

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