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PANDEMIA

Questionado sobre restrições, secretário diz que "night" foi abolida em Pernambuco

Publicado em: 22/04/2021 19:28

 (Secretários André Longo e Ana Paula Vilaça destacaram importância de evitar aglomerações. Foto: Heudes Regis/SEI)
Secretários André Longo e Ana Paula Vilaça destacaram importância de evitar aglomerações. Foto: Heudes Regis/SEI
"Abolimos a 'night' de Pernambuco", disse o secretário de Saúde, André Longo, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (22), ao ser questionado sobre a possibilidade de o estado adotar novas restrições para reduzir o contágio do Covid-19. A declaração foi dada horas depois que o governo anunciou que estenderá as atuais medidas do Plano de Convivência até 9 de maio, com alguns ajustes que passarão a vigorar na próxima segunda (26).

Será autorizado o comércio de praia, de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h, mantendo a proibição nos finais de semana. O funcionamento das atividades de maneira geral será estendido, nos finais de semana, até às 18h, para quem iniciar às 10h. Os estabelecimentos que abrirem às 9h só poderão funcionar até às 17h. O Comitê de Enfrentamento à Covid-19 continua analisando diariamente os números da pandemia para avaliar a necessidade de novos ajustes para o período a partir de 10 de maio.

A mensagem de André Longo na entrevista coletiva foi dirigida especialmente aos jovens, que passam a ser mais vulneráveis às formas graves da doença diante da predominância da variante P1 e pelo fato de ainda não estarem imunizados.

"O contingente jovem passa a ser foco de preocupação. Precisam entender que não são imunes à doença em sua forma mais grave. Precisamos de compreensão da sociedade para que possamos voltar às atividades de antes", contou. "Estamos em restrição. Aprendemos que a doença é muito traiçoeira e tem um componente de sazonalidade", reforçou.

Também presente à coletiva, a secretária-executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, lamentou cenas de aglomeração vistas no feriado de Tiradentes, com pessoas sem máscaras em praias e parques. Não podemos permitir comportamentos desse tipo, por isso a retomada é gradual, para avaliar os próximos passos."

ESPERANÇA
Na análise de mais uma semana epidemiológica, o secretário André Longo ressaltou que, apesar da estabilidade alcançada, com leve viés de queda, Pernambuco continua com os indicadores da Covid-19 em patamares elevados, causando grande pressão sobre a rede de saúde. Até esta quinta-feira, foram contabilizadas 3.218 pessoas internadas com o novo coronavírus nas redes pública e privada, sendo quase duas mil em leitos de terapia intensiva.

A taxa de ocupação é de 96% nas UTIs públicas e 88% na privadas. Os casos de síndrome respiratória aguda grave caíram 8,8% em relação à anterior. As solicitações por leitos de UTI caíram 5,1% e as de enfermaria 5,7%.

"A ocupação nos hospitais privados começa a baixar, entre os pacientes da classe média", observou, destacando esperar que essa tendência se repita em seguida na rede pública, como já ocorreu outras vezes durante a pandemia. "Nossa expectativa é de que após a pressão sobre o sistema nesse período de sazonalidade (das doenças respiratórias) possamos colher uma estabilização com redução. A partir de junho, esperamos ter um melhor controle da doença, com avanço da vacinação", disse André Longo.

Ele ressaltou que há no momento 1.610 leitos de UTI à disposição na rede pública, dos quais 600 foram abertos nos últimos 50 dias. "Hoje abrimos 10 leitos em Araripina e cinco no Hospital Agamenon Magalhães, no Recife. Também deveremos entregar dez leitos de UTI em Gravatá, de forma pioneira", explicou.

Longo também comentou sobre a mortalidade em Pernambuco, que permaneceu como a menor do país durante 45 dias. "O estado tem colhido bons números. Aprendemos que é necessário fazer a internação precoce, mediante critérios de gravidade. Nossos serviços estão muito atentos. Se por um lado nos preocupa as taxas de ocupação elevadas, estamos permitindo que as pessoas tenham mais oportunidade de serem tratadas", disse.

"ABERRAÇÃO"
O secretário também classificou como uma "aberração" procedimentos como a nebulização com hidroxicloroquina, que provocou a morte de pacientes em outros estados, e destacou que em Pernambuco as terapias intensivas têm seguido protocolos médicos e recomendações da ciência. "Acreditamos que as coordenações técnicas não permitiriam que situações como essa pudessem ocorrer no estado", disse.

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