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CASO

Italiano nega denúncias de agressão e diz que pernambucana 'é muito sensível sobre o assunto''

Publicado em: 27/04/2021 09:04 | Atualizado em: 27/04/2021 10:04

 (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A reportagem do Diario de Pernambuco publicou, no dia 16 de abril, a denúncia da pernambucana de 43 anos, Ladjane Rosa, contra o ex-companheiro, Claudio Bosio. Durante a reportagem, Preta Rosa, como é conhecida no estado, relatou que sofreu -durante o período em que esteve com o italiano- agressões físicas e psicológicas. Claudio negou as denúncias.

“No começo [do relacionamento] foi tudo bem. Tínhamos algumas discussões porque eu tinha acabado de sair de um relacionamento com a mãe da minha primeira filha, então  sentia um pouco de pressão. Mas acho que todos os desentendimentos foram tranquilos”, conta.

Bosio negou as denúncias de agressões e alegou que Ladjane é muito ‘sensível sobre o assunto porque muitas vezes ela foi vítima de violência’.

“Ladjane é muito sensível sobre o assunto da violência. Pode ser que nem todas as pessoas saibam, mas muitas vezes ela foi vítima de violência. Nas ruas, na família, em toda a sua vida. Eu acho que Preta tinha algumas más experiências e interpretações. Eu nunca cometi uma violência contra ela”, afirma.

Durante a primeira viagem do casal para  a Itália, Claudio afirmou que Ladjane o chamou de ignorante após um desentendimento.“Ela me chamou de ignorante, que também é um termo ofensivo aí no Nordeste. Para mim é uma ofensa grande”, relata.

Ainda sobre os problemas durante o relacionamento, Bosio declarou que a pernambucana sentia ciúmes do contato que ele mantinha com a mãe de sua primeira filha. 

“Ela acreditava que eu voltaria [a me relacionar] com a minha ex-parceira. Ladjane tinha ciúme das mulheres dos meus amigos. Ela diz que não tinha amizades na Itália, mas o principal grupo de amigos que tínhamos nós conhecemos juntos”, afirmou.

Bosio contou que sentia receio que Ladjane engravidasse porque a brasileira não tinha uma boa relação com a sua filha mais velha. O italiano também afirmou que pediu o teste de DNA porque o casal mantinha o método de coito interrompido.

“O problema [de ter desconfiado] da gravidez não foi a idade, como ela afirma. É que durante o relacionamento nós utilizamos o método do coito interrompido. Então eu pedi o teste de DNA e o polígrafo. A notícia da gravidez foi revelada para mim no final de março de 2018. Eu não queria que ela tivesse uma filha comigo antes porque aumentaria o problema que Preta tem com a minha filha mais velha”, explica.

Claudio também afirmou que teve receio de perder a guarda da primogênita por causa da convivência conturbada com a pernambucana.

“Eu achei que se [a situação] continuasse eu perderia a guarda da minha filha. Preta sempre sonhou em ter uma criança, mas nunca sonhou que o seu namorado poderia já ter uma filha. Ela achava que minha outra filha era uma interferência e que, enquanto a criança  não fosse presente, não seria um problema. Minha filha sofreu pressão psicológica. Em agosto de 2018 nós retomamos o relacionamento. Eu disse que iria tratar as duas filhas da mesma maneira, e que iria amá-las da mesma forma. Nós quatro não conseguíamos ficar sob o mesmo teto”, revelou.

 (Foto: Arquivo Pessoal )
Foto: Arquivo Pessoal

Claudio Bosio também negou a afirmação feita pela pernambucana de que o ex-companheiro teria impedido Ladjane de trabalhar durante o período que esteve no país europeu.

“Ladjane trabalhou nos anos de 2014 até o retorno definitivo para o Brasil. Sempre trabalhou. Ela trabalhou para mim e em um restaurante. Eu paguei um curso [de design] de sobrancelha porque aqui [na Itália] dá dinheiro. O dinheiro que recebia usava com ela”, contou.

Em relação aos aluguéis da casa, Bosio afirmou que, por trabalhar no setor turístico, a locação de sua residência é uma prática comum.

“Desde 2014 eu alugo a minha casa. Ou uma parte ou todo o imóvel. Cem por cento do que eu ganho vem dessa atividade. No momento que ela chegou do Brasil, a minha casa estava nessa situação”, explicou. 

Casa da Montanha
Após o retorno de Ladjane do Brasil, Claudio afirmou que, ao buscá-la no aeroporto, estaria levando a pernambucana para uma outra casa -já que a sua estaria alugada- e que, segundo ele, não houve festa em sua residência naquela noite.

“Eu estava dirigindo o carro a 130 km/h e Preta estava no sentido posterior do carro. Quando ela viu que eu estava levando-a para a casa ela bateu em mim para me obrigar a parar o carro, eu parei e encostei o carro”, conta.

Sobre as violências no Brasil, Claudio negou que agrediu a pernambucana enquanto esteve no país.  

“Eu sempre respeitei a Ladjane e que nunca fez ameaças à ela. Tudo isso acontece porque ela não quer que eu fique com a minha filha. É uma campanha que ela fez contra mim”, comentou.

Defesa de Claudio Bosio

De acordo com o advogado de Claudio, Thiago Alencar, os depoimentos de Ladjane foram feitos para tentar sensibilizar os juízes.

“Na nossa percepção, as ações de Ladjane foram feitas de forma pensada para difamar Claudio para tentar sensibilizar os juízes. A gente entende que ela criou um fato para justificar a permanência dela no Brasil. Ladjane acusou Claudio de sequestrar a menina e voltar para a Itália. A fuga de Ladjane para o Brasil foi ilegal, foi um sequestro internacional de menor”, afirma.

“Aqui no Brasil, foi dada uma ordem para que Ladjane não se ausentasse da comarca de Paulista sem comunicar o juízo. Claudio só foi informado da mudança de endereço quando chegou ao Brasil e procurou pela criança”, conclui o defensor. 

O que diz Ladjane Rosa e defesa

Sobre as acusações de ter um relacionamento conturbado com a filha mais velha de Claudio, Ladjane negou ter problemas com a criança.

“A filha dele nunca sofreu pressão psicológica da minha parte. Nunca levantei a voz para a filha dele porque eu não gostaria que  fizessem com um filho meu, sempre respeitei muito isso. Se realmente existisse qualquer problema na nossa relação, depois de me tornar mãe, essa relação só poderia melhorar. Eu nunca o impedi de ver a nossa filha”, esclareceu a pernambucana.

Ladjane também afirmou que empregou o termo ‘ignorante’, quando se referiu a Claudio, após uma atitude grosseira do italiano.

“Foi em uma grosseria dele. Eu disse que fiquei chateada porque ele foi ignorante comigo. Depois disso ele começou a gritar, me xingar e dizer que eu não sabia usar os termos corretos. Aqui no Nordeste nós usamos essa palavra nesse sentido [de grosseria] também”, relatou. 

De acordo com Preta, o relato de que teria trabalhado durante o período de 2014 até o retorno definitivo para o Brasil não é verdadeiro.

“Todos os meus contratos de trabalho foram feitos por Claudio para que eu tivesse a permissão de morar na Itália. Trabalhei dois meses em um restaurante no ano de 2016 quando nos separamos, mas como [atividade] extra, sem contrato de trabalho. Sempre que eu falava em trabalhar ele dizia pra mim que eu era ingrata e não sabia apreciar a vida que tinha e que odiava ingratidão. O curso de cílios foi dado no final de novembro de 2017, mas não cheguei a exercer [na área] porque engravidei no começo de 2018, e não podia inalar o cheiro da cola química devido a gestação”, explicou.

Com relação às acusações de ameaças no Brasil, Ladjane comunicou que durante a visita de Claudio em novembro de 2020, o italiano teria estacionado o carro em que estava na frente da casa de sua mãe durante o período de duas horas.“Ele veio com um carro preto com outras pessoas e ficou parado durante duas horas na frente da casa da minha mãe um dia antes de vir aqui”, afirma. 


 
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