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ENTREVISTA

UFPE planeja implantar estrutura hoteleira e polo tecnológico em Prédio da Sudene, diz reitor

Publicado em: 23/04/2021 18:03 | Atualizado em: 23/04/2021 18:03

 (Arnaldo Sete/DP)
Arnaldo Sete/DP
O Prédio da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) agora é da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A instituição assinou no dia 19 de março deste ano, junto a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), um contrato que promove a doação do edifício para a Universidade.

O plano para a ocupação do prédio passa por um novo processo de elaboração, já que o antigo projeto de 2017, da gestão do reitor Anísio Brasileiro, que definia as reformas, áreas e os parâmetros necessários para o uso do edifício, foi reavaliado pela nova gestão da instituição. Em busca de parcerias, o investimento para a reestruturação do imóvel está em mais de R$ 50 milhões. A previsão é que no início do próximo ano os três primeiros andares sejam ocupados por setores da Universidade.

O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, concedeu entrevista exclusiva ao Diario sobre os estudos que estão sendo realizados para implantar no Prédio da Sudene, no bairro do Engenho do Meio, próximo ao Hospital das Clínicas (HC), uma estrutura hoteleira, um parque tecnológico e criativo para sediar startups, e também falou sobre a ampliação do polo médico da Universidade, e sobre a centralização de setores administrativos da instituição no local.

O prédio, considerado expoente da arquitetura moderna, foi inaugurado no dia 28 de janeiro de 1974 e foi edificado em um terreno com 68.050,00 m², possuindo uma área construída de 72.704,81 m², distribuída em diversos blocos, sendo um prédio principal, com 13 andares, e quatro anexos que incluem biblioteca, restaurante, conselho deliberativo e serviço médico. A Sudene foi criada no dia 15 de dezembro de 1959, pelo então presidente Juscelino Kubitscheck (1956-1961), com o objetivo de promover o coordenar o desenvolvimento da região.

Confira a entrevista>
 (Arnaldo Sete/DP)
Arnaldo Sete/DP

Em 2017, a UFPE assinou um documento que promove a cessão provisória do Prédio da Sudene para a Universidade. Como está a situação atual da incorporação do imóvel ao patrimônio da instituição?
Nós assinamos um contrato de doação em março deste ano. O prédio da Sudene foi doado a Universidade Federal de Pernambuco, onde foi assinado numa tratativa muito bem estabelecida, com a Superintendência de Patrimônio da União, em entendimento, obviamente, com o Governo Federal. Agora estamos tratando do Projeto de Ocupação do Prédio. Então, estamos fazendo, de forma mais detalhada, estudos de viabilidade em torno do que nós temos para implementar no edifício. Esta é a fase no momento.

A Sudene foi criada com objetivo de promover e coordenar o desenvolvimento da região. O que representa essa incorporação?
O prédio representa uma grande oportunidade para a gente ressignificar o espaço da cidade, principalmente nesse local onde a Universidade está inserida. O prédio é muito grande e nós temos projetos para fazer a implementação de uma estrutura hoteleira, que vai atender a essa região da Universidade, além do IFPE, Brennand, a UFRPE e outras estruturas que estão próximas. Essa é uma das principais iniciativas que a gente está colocando em nossa pauta. Também estamos organizando para implantar o Parque Tecnológico e Criativo da Universidade, que significa trazer a inovação, trazer as startups para dentro da UFPE de forma permanente. Hoje as startups se encontram vinculadas a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE), mas nossa ideia é ampliar de forma consistente o projeto de relação com a Indústria Criativa e com a Economia Criativa do Estado. Estamos conversando também com o pessoal do polo médico, pois a Universidade tem um polo de Saúde muito forte e bem estruturado. Existem algumas negociações nesse sentido, para que a gente atraía para a Universidade essa perspectiva.

Como funciona esse projeto de ocupação do edifício?
Como o prédio é muito grande, uma parte do projeto está ligada a sustentabilidade, para gerar recursos para a Universidade e manter o prédio, por meio dessa pegada da inovação, geração de renda e oportunidades. Por outro lado, temos uma estrutura mais administrativa que também vamos inserir na outra parte do projeto, para que a gente faça uma espécie de nucleação. Tem muita parte da universidade que está espalhada, e queremos unificar para dar mais consistência ao projeto de ocupação do Prédio da Sudene.
 (Arnaldo Sete/DP)
Arnaldo Sete/DP

A Reitoria da UFPE migrará para o Prédio da Sudene?
Nós não temos a pretensão de levar o Gabinete do Reitor e todas as pró-reitorias para lá. Algumas pró-reitorias, que fazem o trabalho mais específico, e que atende a um público pequeno, talvez sejam transferidas, mas as pró-reitorias que atendem a população num número grande, vamos concentrar no prédio da reitoria atual. Então, uma parte do prédio será para uso administrativo e a outra parte, será com essa pegada de inovação e relação com o mundo produtivo.

Como andam as negociações e de quanto será o investimento?
No prédio da Sudene estamos com uma previsão de fazer as parcerias, que implicará em recursos que virão de fora para a UFPE. Quando se pensa numa questão de uma estrutura hoteleira, nós não queremos fazer a gestão do hotel. Queremos que aqueles que tem experiência com gestão hoteleira venham e se implantem aqui. Então, existe uma previsão mínima de investimento na ordem de mais de R$ 50 milhões. Estamos trabalhando com esses valores, se articulando com empresas, conversando com empresários. Ainda iremos ter agendas mais amplas, envolvendo a Prefeitura do Recife, para que a gente possa fazer as parcerias, tendo em vista a implantação do Polo Tecnológico. Além de queremos conversar com o Governo do Estado, para tratar da matéria, e aí, ter uma solução, que acredito, interessar a todos da cidade do Recife.

Em fevereiro de 2019, foi apresentado um plano de ocupação do prédio a Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, que tinha uma previsão de ser cumprido em até três anos. Por que mudou?
Esse planejamento foi da gestão anterior, nós revemos completamente, tendo em vista o processo de doação definitiva. Atualmente temos instalado o sistema de segurança, o setor de transporte ocupando toda a parte de baixo, para que a gente tenha um posicionamento. A ideia é que Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade-UFPE) possa ocupar, além de outras pró-reitorias e também a iniciativa de articulação com a economia criativa de maneira geral. Com o planejamento que estamos desenhando, a previsão é que no início do próximo ano estarmos com três andares do Prédio da Sudene em funcionamento. A proposta é fazer a ocupação de baixo para cima, para dar volume no edifício de forma paulatina. A estrutura do prédio está excelente. Foi feita uma avaliação do imóvel por técnicos da UFPE, e da Superintendência do Patrimônio da União em Pernambuco (SPU) e pelo pessoal de Brasília. O laudo indica toda viabilidade da ocupação do prédio. O trabalho agora é colocar esse projeto para sair do papel.
 (Arnaldo Sete/DP)
Arnaldo Sete/DP

Quais outras iniciativas estão sendo feitas na UFPE?
Estamos fazendo um esforço mais amplo, dentro dessa iniciativa da Sudene, de requalificar e colocar à disposição da sociedade pernambucana, também o Teatro da UFPE. Então, a iniciativa, obviamente de reabertura do Prédio da Sudene e sua ocupação está em sintonia com o projeto de requalificar o teatro da universidade e o Centro de Convenções. Nesse sentido, conseguimos com articulação com a Bancada Parlamentar de Pernambuco uma emenda na ordem de aproximadamente R$ 10 milhões e devemos, portanto, iniciar o trabalho de licitação agora que já foi sancionado o orçamento, para que sejam iniciadas as obras de requalificação do teatro. Quando nós estamos pensando na questão do prédio da Sudene, estamos pensando em todo o entorno da UFPE. Como é que a Universidade pode ressignificar esses espaços gerando oportunidade e renda, e trazendo a pauta de serviços na área de cultura, de ciência, tecnologia e inovação, para que a gente possa ser assim um hub, um espaço dessa pauta, dentro do estado de Pernambuco, e também na região Nordeste.

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