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Empreendedor vira chave e se torna seu próprio patrão

Publicado em: 20/04/2021 20:05

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Bares e restaurantes ainda enfrentam uma crise imposta pelas medidas para conter o contágio da Covid-19. Apesar dos desafios, há quem esteja fazendo sua estreia em meio às adversidades. É o caso do chef de cozinha Luciano Amorim que aproveitou a pandemia para se reencontrar profissionalmente e investir no sonho da cozinha autoral e afetiva. Com 20 anos atuando no ramo de hotelaria, o gastrônomo transformou o hobby de cozinhar em ofício e se prepara para inaugurar o projeto No Meu Quintal no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes.

Diante dos 13% de brasileiros desempregados, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o empreendedorismo apareceu como possibilidade para driblar o momento de crise. Os planos e as estratégias de se lançar no mercado gastronômico começaram o ano passado, com um projeto piloto de mesmo nome. No quintal de sua casa, através de reservas, Luciano recebia pequenos grupos de amigos para jantar. “Precisei me reinventar quando os hotéis fecharam e uni a necessidade de sobreviver à crise com a vontade de oferecer uma boa comida como alento em um momento tão difícil”, relata Luciano. 

É no jardim do quintal que o empreendedor vai receber os clientes inicialmente nos finais de semana (sábado e domingo) para almoço a partir de maio. “Com todos os protocolos que exigem as normas sanitárias em virtude da pandemia, será um espaço intimista, com apenas cinco mesas e 22 lugares para quem deseja sentir emoções positivas com ingredientes que permitem resgatar boas lembranças por meio da comida”, explica o anfitrião.

Luciano fez curso na conceituada Escola de Gastronomia Laurent Suaudeau, em São Paulo, e com o respeitado chef paraibano Onildo Rocha. Apesar de novo no mercado, Amorim venceu, em setembro passado, a 9ª edição do Festival da Lagosta de Maragogi. O ganhador recebeu troféu e o prêmio de R$ 5 mil. 

CENÁRIO- De acordo com dados do Ministério da Economia, em 2020, o Brasil registrou 3,359 milhões de novas empresas abertas. Destas, 1,044 milhão fechou as portas, ficando um saldo de 2,3 milhões de novos negócios abertos no ano passado. Os microempreendedores individuais (MEIs) encabeçam o ranking, com 2,6 milhões de contas abertas. “É preciso ousadia e coragem para abrir um novo negócio neste momento. Além dos pratos com toque regional e drinks autorais, minha aposta é na comunicação e na receptividade com os clientes”, completa Amorim.

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