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PÁSCOA

Com restrições, Missa da Ressurreição é celebrada sob cenário de fé e esperança

Publicado em: 04/04/2021 13:05 | Atualizado em: 04/04/2021 15:01

 (Foto: Hesíodo Góes/Esp.DP)
Foto: Hesíodo Góes/Esp.DP


Portas abertas, restrições e fé. Foi celebrada assim, neste domingo (4), a Missa da Ressurreição, na Catedral da Sé, em Olinda, no Grande Recife. A celebração foi comandada pelo Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, e seguiu os protocolos do novo plano de convivência do governo do estado, com número de pessoas abaixo da capacidade total permitida por decreto para as festividades religiosas, em decorrência da pandemia da Covid-19. A cerimônia, também transmitida por meio das redes sociais da arquidiocese, contou com a participação presencial de cerca de 70 fiéis, que neste período de renascimento, se apegam à esperança como trunfo para a chegada de dias melhores.

Segundo Dom Fernando Saburido, o significado da ressurreição de Jesus dialoga bem com a necessidade de que a fé seja mantida neste momento. "Há mais de um ano o mundo está abalado com essa pandemia, mas vemos em tudo isso os sinais de ressurreição. Aos poucos a vacina vai chegando. Peçamos a Deus que, o quanto antes, todas as pessoas sejam vacinadas. Mas também é um sinal de ressurreição as tantas vidas de pessoas que foram contaminadas e conseguiram superar a enfermidade", disse.

Diferentemente do ano passado, quando as missas de Páscoa puderam ser acompanhadas somente pela internet, devido ao fechamento das igrejas, este ano as celebrações estão funcionando nos dois formatos, apesar do momento ainda ser de bastante preocupação.

"Vemos sinais de ressurreição nos tantos profissionais de saúde que estão se sacrificando incansavelmente para salvar vidas. Que façamos nossa parte para vivermos dias melhores. Estamos constatando a todo momento o crescimento dos casos de contaminação pela Covid e de mortes, que nos preocupam tanto. É preciso que haja seriedade da parte de todos para seguir os protocolos, porque a pandemia não passou", completou o arcebispo.

 (Foto: Hesíodo Góes/Esp.DP)
Foto: Hesíodo Góes/Esp.DP


De acordo com o novo plano de convivência, anunciado pelo governo do estado no dia 25 de março, igrejas e templos religiosos podem funcionar das 5h às 20h, de segunda a sexta-feira, e das 5h às 17h, nos finais de semana. Por conta disso, todas as missas deste domingo serão celebradas até às 16h, para que as igrejas fechem no horário determinado.

Para as atividades religiosas presenciais, o protocolo diz que deve ser respeitada a capacidade de 30%, com limite máximo de 100 pessoas. Na Catedral da Sé, a capacidade máxima é de 450 pessoas, mas, com a restrição, cerca de 70 fiéis ocuparam os assentos, que foram demarcados para comportar até duas pessoas. 

Maria de Fátima foi uma das cerca de 70 pessoas que participaram da celebração  (Foto: Hesíodo Góes/Esp.DP)
Maria de Fátima foi uma das cerca de 70 pessoas que participaram da celebração (Foto: Hesíodo Góes/Esp.DP)


Uma delas foi Maria de Fátima. Frequentadora assídua das missas de Páscoa, a aposentada, 60, lembrou a simbologia do período diante do contexto de pandemia. "Apesar de todo esse processo pandêmico e de dor, a gente renova as esperanças. Para nós católicos, esse é o ápice da nossa fé, quando Cristo ressuscitou e esse é o sentido maior, a passagem da morte para a vida. A Páscoa representa essa esperança e uma luz no fim do túnel diante desse contexto em que muitas vidas foram perdidas".

Já para a psicóloga Nathália Lima, 34, celebrar o período pascal a levou para ainda mais perto da fé que sempre carregou. “Esse momento serve para reforçarmos ainda mais a nossa fé com todo esse cenário de pandemia. No início, a gente acabou ficando sem perspectiva, por ser tudo muito novo, mas, com o tempo, eu fui tendo mais esperança”.

A psicóloga Nathália Lima exaltou a importância da fé para novos dias de esperança (Foto: Hesíodo Góes/Esp.DP)
A psicóloga Nathália Lima exaltou a importância da fé para novos dias de esperança (Foto: Hesíodo Góes/Esp.DP)


Sentimento similar ao do aposentado Alexandre Aguiar. Aos 71 anos, ele tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19, e reforçou o que acredita ser alguns dos caminhos para o fim da pandemia.

"Que nesse momento de pandemia, a humanidade tenha esse período de reflexão para entender que a vida é também um sacrifício. Mesmo na pandemia, devemos entender que é uma passagem, entendendo que aqui somos passageiros. É uma corrente de orações e consciência de todos. Vencer essa pandemia envolve ação dos nossos governantes e consciência de cada cidadão de se proteger”. 

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