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Sintepe contabilizou 480 casos de Covid-19 em 122 escolas

Publicado em: 25/03/2021 17:24

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) contabilizou, em levantamento realizado em 122 escolas estaduais do Estado, o número de 480 casos positivos de Covid-19 entre os profissionais da educação e alunos. Os dados consideram o período entre 23 de fevereiro e 15 de março de 2021. Das 132 escolas pernambucanas visitadas por diretores e representantes do Sindicato, 122 registraram algum caso da doença. O universo total de escolas abertas até 18 de março era de 750. 

A Escola Capitão André Pereira Temudo, em Olinda, registrou o maior número de casos no período avaliado; 60 desde o retorno às aulas presenciais até a decretação do fechamento. A Escola Almirante Soares Dutra, no Recife, totalizou 31 infectados, entre professores, professoras e alunos. A terceira unidade de ensino com mais registros foi a Escola Sérgio Gouveia de Lima, em Nazaré da Mata, com 30 casos; seguida do Erem Frei Romeu Peréa, em Jaboatão dos Guararapes, com 25.

O sindicato informou que o número de casos pode ser maior que o total levantado no relatório. Em muitas escolas, os gestores ou responsáveis confirmaram infecções por Covid-19, mas não souberam especificar um quantitativo referente à unidade de ensino sob sua administração, impossibilitando assim, que os representantes do sindicato contabilizassem esses dados em relatório.

O levantamento realizado pelo Sintepe também revela outros dados como o de que, na grande maioria das vezes, quando houve confirmação da Covid-19 entre estudantes, as aulas da unidade escolar não foram suspensas. Em 80,4% dos casos as aulas na escola continuaram e em 19,6% dos casos a escola fechou. Da mesma forma ocorreu com professores e professoras. Quando houve confirmação de contaminação pela Covid-19, em 85% dos casos as aulas na unidade escolar não foram suspensas. Em todos esses casos, apenas as salas onde houve a contaminação tiveram suas aulas suspensas.

Para surpresa dos diretores do Sintepe, em 90% das unidades houve o respeito ao distanciamento de 1,5 metros entre as carteiras dos estudantes, assim como o recreio era feito em momentos diferentes para evitar a aglomeração. 

Para a secretária geral do Sintepe, Marinalva Lourenço, que coordenou o levantamento de dados, mesmo com o cumprimento de alguns protocolos, não foi possível evitar a contaminação de professores, professoras e estudantes. "As escolas são ambientes vivos e dinâmicos. Não adianta apenas cumprir certos protocolos como uso de máscaras e distanciamento em um breve período, mas os estudantes se aglomerarem na volta para casa, no transporte coletivo lotado. É preciso vacina urgente para que o retorno às aulas seja seguro", analisou a secretária geral do Sindicato.

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