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OPERAÇÃO BLACK MONDAY

Operação mira suspeitos de articular esquema de pirâmide financeira; ação acontece em 12 estados

Publicado em: 25/03/2021 07:19 | Atualizado em: 25/03/2021 13:45

 (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) desencadeou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Black Monday contra uma organização criminosa envolvida na prática de pirâmide financeira, crimes contra as relações de consumo e lavagem de dinheiro. A ação acontece nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Bahia, Alagoas, Goiás, Maranhão, Rondônia, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.


De acordo com o MPPE, em Pernambuco foram cumpridos cinco mandados de prisão, 12 mandados de busca e apreensão além de busca e arresto de bens. A atuação contra os suspeitos ocorreram nos municípios de Recife, Caruaru, Pesqueira e Gravatá.

Ainda segundo o Ministério Público, a operação em Pernambuco acontece  como desdobramento de investigações iniciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais em maio de 2020, quando o órgão mineiro colheu indícios de que a organização criminosa estaria captando recursos do público através dos sites Aprenda Investindo e Investing Brasil com a promessa de realizar investimentos lucrativos. 

 

O promotor de Minas Gerais  Fabrício Pinto explicou à Globo que os criminosos, em determinado momento, não pagavam as vítimas e esse dinheiro era direcionado para  investimentos em Bitcoins (um tipo de moeda virtual) e também na compra de veículos de luxo, imóveis em várias capitais do Nordeste e cidades do interior de Pernambuco e da Paraíba. O promotor conta ainda que as empresas ofertavam pela internet cursos de investimentos financeiros que prometiam às vítimas lucros acima do valor de mercado. Através dos sites a quadrilha arrecadava o dinheiro das vítimas. De acordo com Ministério Público, uma vítima teve um prejuízo de R$ 4 milhões. 


O Ministério Público de Minas Gerais informou que  os valores transferidos eram convertidos pelos integrantes em em bens de alto valor e criptomoedas, gerando um prejuízo estimado de R$ 60 milhões. O MPPE informou que, até o momento, 1.500 pessoas foram identificadas como vítimas do esquema.

 

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