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REAJUSTE

Dúvidas e reclamações: "Horário Social" não minimiza insatisfação de passageiros no Grande Recife

Publicado em: 08/02/2021 13:25 | Atualizado em: 08/02/2021 13:50

 (Foto: Sandy James/Esp.DP)
Foto: Sandy James/Esp.DP
Carregados de dúvidas, desinformação e muita reclamação. Os passageiros que utilizam o transporte coletivo amanheceram assim nesta segunda-feira (8), no primeiro dia útil de reajuste das tarifas de ônibus do Grande Recife. O sentimento de insatisfação é justificado pelo aumento da passagem dos anéis A, B e G, que sofreram um acréscimo de  8,7%, 8,5% e 8,8%, passando a custar R$ 3,75, 5,10 e 2,45, respectivamente. Apesar de servir como um minimizador, o "Horário Social", implementado pelo governo do estado para diminuir os valores das tarifas em 30 centavos fora do horário de pico, também não foi poupado de críticas em meio à pandemia da Covid-19.

A medida, vista como um contraponto ao aumento da tarifa, começou a ser aplicada nesta segunda, nos horários de 9h às 11h, no período da manhã, e de 13h30 às 15h30, no período da tarde. Para a encarregada de serviços gerais, Dulcineide Ramos, 49, o "Horário Social" vai ajudar a diminuir os danos financeiros causados pelo aumento tarifário, apesar de, para ela, esse ainda ser um serviço que vai  precisar passar por melhorias.

“Eu achei um pouco confusa a distinção do Horário Social e do não social. De certa forma, vai ajudar. Mas acaba ainda saindo muito caro e é um serviço que precisa de melhorias”, disse.

Dulcineide Ramos, encarregada de serviços gerais (Foto: Sandy James/Esp.DP)
Dulcineide Ramos, encarregada de serviços gerais (Foto: Sandy James/Esp.DP)

Já a dona de casa, Ster Meira, 50, saiu do bairro de Peixinhos, em Olinda, para uma consulta médica no Centro do Recife. Ela conta que utiliza o VEM comum e que o "Horário Social" vai servir para economizar uns centavos. Contudo, Ster lembrou que outras pessoas não serão beneficiadas com a medida. “Esse aumento de passagem foi muito ruim, e, mesmo com o Horário Social, muita gente que precisa vai passar dificuldade”, reclamou.

É o caso de Edjane dos Santos, 31, que, nesta segunda-feira, sentiu na pele pela primeira vez os efeitos do reajuste.  Desempregada, a moça faz parte do grupo de pessoas mais afetadas com o aumento das tarifas no transporte público que circula na Região Metropolitana do Recife, e diz que foi pega de surpresa com o aumento da passagem no anel A. Passando por grande dificuldade financeira, Edjane relata que saiu de casa com apenas R$ 3,45 - valor da tarifa anterior ao aumento - e com o dinheiro para comprar uma garrafa d'água ao longo do percurso do Terminal Integrado da Joana Bezerra até Paulista. 

“Esse aumento de passagem é um absurdo. A população não foi informada, aconteceu da noite para o dia e em plena pandemia, com muita gente desempregada. Além da lotação dos ônibus e a falta de distanciamento social. Eu não sabia que já havia aumentado, e só saí de casa com o dinheiro da passagem antiga e o de comprar uma água, que eu precisei descompletar para pagar o valor da nova passagem”, se queixou.

Edjane dos Santos foi pega de surpresa com o reajuste da passagem (Foto: Sandy James/Esp.DP)
Edjane dos Santos foi pega de surpresa com o reajuste da passagem (Foto: Sandy James/Esp.DP)

O reajuste tarifário foi aprovado na última sexta-feira em reunião virtual do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM). De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, Marcelo Bruto, a expectativa é que, a partir da próxima semana, a população comece a contar com mais 50 veículos em circulação. Segundo ele, a revisão da passagem vai viabilizar um aumento de 60% para 77% do serviço.
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