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CASO CARLINHOS

Acompanhado da mãe e da irmã, Carlinhos desembarca no Recife

Publicado em: 09/02/2021 08:59 | Atualizado em: 09/02/2021 10:02

 (Foto: Divulgação/PF)
Foto: Divulgação/PF
Desembarcou, na madrugada desta terça-feira (9) em solo pernambucano, o menino Carlinhos, de 13 anos, que veio da Argentina acompanhado da mãe, a fisioterapeuta Cláudia Boudoux e da irmã de 15 anos, Caroline Attias Boudoux. O garoto ficou sem contato com os familiares residentes na capital pernambucana por cinco anos, depois que foi passar o Natal na casa do pai, o advogado Carlos Attias, em Buenos Aires, em 2015, e não retornou ao país natal. O desembarque da família no Aeroporto Internacional do Recife aconteceu por volta das 2h20. 

Em decorrência da pandemia da Covid-19, as fronteiras da Argentina estão fechadas - o que não permite a entrada de estrangeiros no país. Entretanto, o governo de Pernambuco conseguiu uma autorização especial, que foi entregue à Cláudia pelo secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, para viabilizar a entrada no país vizinho.

O secretário executivo de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Eduardo Figueiredo, acompanhou a família ao longo do percurso de ida e volta de Buenos Aires. De acordo com a Polícia Federal (PF), que garantiu a segurança de Carlinhos, Cláudia e Caroline, o voo de volta fez escala no aeroporto de Guarulhos/SP antes de pousar no Aeroporto Internacional dos Guararapes.

"Após desembarque todos foram recepcionados tanto em Guarulhos/SP como em Recife/PE por policiais federais. Ao chegar em Recife todos foram encaminhados com segurança até a saída no saguão do Aeroporto dos Guararapes onde foram recepcionados pelos demais parentes", disse em nota a PF. 

Relembre o caso

Na época com oito anos de idade, Carlinhos foi passar o Natal de 2015 com o pai, o advogado Carlos Attias, na Argentina, e não foi devolvido à mãe. A fisioterapeuta, então, se apropriou das redes sociais na tentiva de chamar atenção para o caso e, consequentemente, das autoridades. O caso ganhou repercussão na mídia local e argentina no dia 10 de fevereiro de 2016, quando a pernambucana denunciou à Polícia Federal o desaparecimento do filho e acusou o ex-marido de sequestro. Os desdobramentos judiciais foram iniciados, e Carlinhos continuou desaparecido. Em fevereiro de 2019, a justiça argentina concedeu decisão favorável ao pedido de Cláudia de ter a guarda do filho.

No entanto, somente no dia 19 de janeiro a mãe do menino pôde voltar a ter esperança sobre o seu paradeiro. Carlinhos apresentou-se a uma delegacia de Buenos Aires dizendo ser o menino desaparecido que a mídia noticiava. Até a resolução burocrática para o seu retorno a Pernambuco, ele ficou sob custódia do Conselho dos Direitos de Meninas, Meninos e Adolescentes de Buenos Aires - órgão argentino equivalente ao Conselho Tutelar.

Em 2019, o pai de Carlinhos, Carlos Attias, foi preso por obstrução de Justiça e sequestro. Uma idosa de 80 anos, que supostamente era tida como cuidadora do garoto, e seu sobrinho, também foram detidos. Contudo, por conta da pandemia, Carlos foi colocado em prisão domiciliar. O caso continua sendo investigado.
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