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No Recife, diminui número da desigualdade relacionada à infância e à adolescência

Publicado em: 28/12/2020 17:48 | Atualizado em: 28/12/2020 17:53

 (Tarciso Augusto/Esp.DP
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Tarciso Augusto/Esp.DP
Dados do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), indicam que o Recife diminuiu os números de desigualdades relacionadas à infância e à adolescência. Segundo a análise, que compreende de 2016 a 2019, houve redução de homicídios de adolescentes, de abandono escolar e no número de meninas grávidas. O estudo também revela que na Capital pernambucana, a queda na proporção de bebês de mães adolescentes chegou a 19%, o que significa que menos 630 meninas se tornaram mães no último ano.

“O monitoramento por regiões contribui com a priorização de políticas públicas. A análise mostra avanços importantes, mas ainda é necessário políticas mais integradas e direcionadas às comunidades, com foco na melhoria de vida de cada criança e cada adolescente”, explica o chefe do UNICEF Recife, Dennis Larsen. Os resultados serão apresentados ao prefeito Geraldo Júlio e secretários municipais, nesta terça-feira (29).

De acordo com a instituição, diminuiu em duas das três regiões político-administrativas da cidade, que tinham as maiores taxas de abandono escolar no ensino fundamental. As áreas somam 27 bairros, sendo na região 1, que inclui 11 bairros, entre eles Santo Amaro e Boa Vista, houve redução de 1,9% para 1,2%. Na região 2, com 17 bairros, incluindo Peixinhos e Beberibe, a queda foi de 1,0% para 0,7%. Já a região 3, que reúne 29 bairros da cidade, sofreu um leve aumento no índice de abandono escolar de 1,12% para 1,16%. Em relação ao direito de aprender de cada menina e cada menino, a cidade contou com dois outros avanços. O número de estudantes com distorção idade-série caiu 14%. E houve ampliação na proporção de crianças de 4 e 5 anos matriculadas na pré-escola: de 81,06% para 83,3% entre 2016 e 2019.

Com relação às taxas de mortalidade neonatal, três distritos da cidade apresentaram melhora, correspondendo a 42 bairros. No Distrito Sanitário I, que inclui os bairros de Santo Amaro e Boa Vista, esse índice caiu de 11,55 para 6,61 mortes por 1.000 nascidos vivos. A queda no Distrito Sanitário II, que conta com 18 bairros, entre eles Peixinho e Água Fria, foi de 10,10 para 6,79 mortes. E no Distrito Sanitário VII, com 13 bairros, incluindo Pau Ferro, Brejo do Beberibe e Macaxeira, a mortalidade neonatal passou de 9,15 para 5,02. No quarto distrito monitorado (Distrito Sanitário VIII), que reúne os bairros de Cohab, Ibura e Jordão, não foi registrada evolução.

Segundo a análise, a queda na proporção de bebês de mães adolescentes foi de 19% no período monitorado. A gravidez na adolescência caiu nas quatro áreas da cidade que apresentavam os piores indicadores em 2016. Os 45 bairros dos Distritos Sanitários I, II, VII e VIII registraram queda na proporção de bebês nascidos de mães adolescentes de 10 a 19 anos de idade. No Distrito Sanitário I, a queda foi de 17,8% para 15,8%; no Distrito Sanitário II, de 18% para 15,1%; no Distrito Sanitário VII, de 18,6% para 15,6%; e no Distrito Sanitário VIII, de 19,5% para 15,3%.

Ainda segundo a pesquisa, houve evolução positiva na prevenção de homicídios de adolescentes, sendo que o número de homicídios de adolescentes de 10 a 19 anos caiu quase pela metade, considerando dados de 2019 nas quatro áreas com taxas mais altas em 2016. Os Distritos Sanitários I, V, VI e VII, que juntos reúnem 45 bairros, registraram queda de quase 50% no número de homicídios de adolescentes. A análise também considerou grupos mais vulneráveis à violência letal, como os adolescentes homens e negros, sendo a redução alcançada também ultrapassou os 40%.
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