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Saúde

Sociedade Brasileira de Urologia alerta sobre saúde do homem na pandemia

Publicado em: 13/11/2020 14:57

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Levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), indica que 55% dos homens acima dos 40 anos deixaram de ir ao médico ou fazer algum tipo de tratamento devido à pandemia.  Estudo realizado em 22 estados indica que os homens ainda tem pouco hábito de cuidar da própria saúde.

“Infelizmente a imposição da masculinidade e a nossa cultura machista sabotam a procura do gênero masculino pelo seu autocuidado. A situação piora quando este bloqueio também está acompanhado do medo do diagnóstico e o receio pelo tipo de tratamento no caso da confirmação de alguma doença, como o câncer de próstata”, explica o urologista e membro da SBU Marcell Lins Melo.

A pesquisa, teve 75% dos participantes com mais de 40 anos, sendo 77% do sexo masculino. Desses, 2,18% relataram já ter recebido diagnóstico de câncer de próstata. Campanhas como a Novembro Azul, alertam a sociedade para o diagnóstico precoce, tratamento e cuidados contra o câncer de próstata. De acordo com a SBU, a probabilidade é de 62 novos casos positivos para cada 100 mil habitantes, em Pernambuco. Para o urologista Macell, a recomendação é de que os homens façam exames de próstata a partir dos 50 anos.

“Detectado o câncer de próstata, o tratamento vai desde cirurgia a radioterapia, tudo vai depender do estágio da doença, contraindicações do paciente, saúde atual. Vale ressaltar que a medicina está cada vez mais avançada nesse quesito com cirurgias robotizadas com mais chances de recuperação funcional, diminuindo o medo que o paciente tem de ficar impotente ou com incontinência”, alerta o médico urologista.

O estudo ainda reforça que os homens também protagonizam o grupo com maiores chances de desenvolver doenças cardíacas, diabetes, alteração no colesterol, pressão alta e câncer. O médico defende que a igualdade de gênero também precisa ser trabalhada no âmbito da saúde.

“Assim como as mulheres, devemos levar nossos rapazes a um profissional especializado, ainda na adolescência, para que seja realizada uma avaliação inicial e um acompanhamento personalizado. Evitando-se, assim, informações erradas nessa fase e transtornos maiores na vida adulta”, finaliza Marcell.

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