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Hipertensão e problemas de coluna são as doenças crônicas não-transmissíveis mais comuns em Pernambuco

Publicado em: 18/11/2020 11:21 | Atualizado em: 18/11/2020 12:09

 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil )
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e divulgada nesta quarta-feira (18), a doença crônica não-transmissível mais comum em Pernambuco é hipertensão arterial. De acordo com a pesquisa, 23,4% dos habitantes, ou seja, 1,6 milhão de pessoas no estado, são diagnosticados com a comorbidade.

Os apontamentos do IBGE também revelaram que as mulheres são mais atingigidas pela doença, representando 27,5% dos pacientes, contra 18,4% dos homens. Ainda segundo o IBGE, essa prevalênia cresce com a idade, em um aumento de 2,7% no grupo de 18 a 29 anos para 59,8% no grupo de 75 anos ou mais.No Recife, 25,7% dos adultos têm pressão alta.

Do total de hipertensos, 71% afirmaram ter recebido assistência médica no 12 meses anteriores ao período de referência da pesquisa, com maior proporção entre as mulheres (73,5%) em comparação aos homens (66,3%). Das pessoas diagnosticadas com hipertensão em Pernambuco, 15,4% foram internadas por conta da comorbidade ou por alguma complicação decorrente da doença. 

Doenças cardiovasculares

Já as doenças cardiovasculares são as que mais matam no Brasil e, em Pernambuco, 4,1% da população foi diagnosticada com alguma enfermidade no coração. O diagnóstico de AVC, por sua vez, foi recebido por 2% dos pernambucanos, mesmo número da média nacional. Já o colesterol alto foi detectado em 906 mil pernambucanos de 18 anos ou mais. A proporção entre as mulheres (16,6%) foi quase o dobro da registrada entre os homens (8,6%) e também foi mais alta nas faixas de maior idade: 31% das pessoas de 60 a 64 anos de idade e 29,7% entre as pessoas de 75 anos ou mais. 

Cerca de 1,2 milhão dos pernambucanos de 18 anos ou mais de idade, o que equivale a 17,2% da população do estado, tinham problema crônico de coluna em Pernambuco, o segundo maior índice entre as doenças persistentes, atrás apenas da hipertensão arterial. Entre outros problemas nos ossos, ligamentos, nervos e articulações pesquisados pela PNS, 5,9% dos pernambucanos sofriam de artrite e 1,4% eram acometidos de Distúrbio Osteomolecular Relacionado ao Trabalho (DORT). 

Em 2019, 500 mil pessoas com 18 anos ou mais, ou 7,1% dos adultos, receberam diagnóstico de diabetes, e a maior incidência era entre as mulheres, com 8,1% contra 5,7% dos homens. Nos grupos de idade, o percentual variou de 0,2% para aqueles de 18 a 29 anos até 22,3% para o grupo com 65 a 74 anos, no qual houve a maior proporção da doença. Entre os diabéticos, 76,7% receberam assistência médica para controlar esse problema de saúde.

Depressão
A incidência de depressão e outras doenças mentais entre os pernambucanos também foi investigada pela PNS. Segundo a pesquisa, 6,8% dos habitantes adultos do estado foram diagnosticados com depressão, cuja prevalência foi mais de quatro vezes maior entre mulheres (10,2%) do que entre os homens (2,5%). A faixa etária de 60 a 64 anos é a mais atingida pelo mal, com índices que chegam a 9,9%. A doença também acomete 10,2% dos recifenses acima de 18 anos.

Entre as pessoas cuja depressão foi identificada por um profissional de saúde, 55,5% receberam assistência médica, 54,9% usavam medicamentos e 17,8% faziam psicoterapia. Por sua vez, 5,5% da população do estado foi diagnosticada com outra doença mental, como esquizofrenia, transtorno bipolar, psicose ou TOC.

Outras comorbidades
Ainda de acordo com a PNS 2019, 333 mil pessoas, ou  4,7% da população de 18 anos ou mais de idade em Pernambuco, foram diagnosticadas com asma ou bronquite asmática. Do total de pessoas com esse diagnóstico, 42,8% tiveram alguma crise da doença nos 12 meses anteriores à pesquisa. 

Segundo o IBGE, 1,6% dos pernambucanos, ou 111 mil pessoas, já teve algum diagnóstico médico de câncer na vida, com maior incidência entre as pessoas de 70 anos ou mais (9,1%) e quem tinha superior completo (2,9%). A porcentagem de pernambucanos com insuficiência renal crônica era a mesma da observada entre quem teve câncer (1,6%).  



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