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Mata Norte e Mata Sul têm aumento de casos graves por serem fronteira com Alagoas e Paraíba, diz André Longo

Publicado em: 11/06/2020 20:15

Secretários do governo avaliaram primeira semana de relaxamento do isolamento (Foto: Reprodução de vídeo)
Secretários do governo avaliaram primeira semana de relaxamento do isolamento (Foto: Reprodução de vídeo)
Em mais uma entrevista coletiva do Governo do Estado, os secretários André Longo (Saúde), Alexandre Rebêlo (Planejamento e Gestão) e Bruno Schwambach (Desenvolvimento Econômico) fizeram, nesta quinta-feira (11), um balanço da primeira semana de relaxamento do isolamento social em decorrência da epidemia de Covid-19 em Pernambuco. Na ocasião, os secretários lembraram que as regiões do Agreste e Zona da Mata Norte e Mata Sul não serão participantes do próximo passo da abertura gradual, que entra em vigor na próxima segunda-feira (15).

André Longo explicou que os 85 municípios dessas regiões, ao contrário do restante do Estado, não apresentaram diminuição dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e estão demandando mais ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs). Para Longo, na Zona da Mata, principalmente nas cidades de Goiana, ao norte, e Palmares, no Sul, isso se dá por conta da proximidade com os estados da Paraíba e Alagoas.

“A Mata Sul está perto de Alagoas, onde a situação da epidemia está descontrolada. Já a Mata Norte, principalmente a cidade de Itambé, é muito próxima da Paraíba, que tem uma situação muito parecida. A Paraíba tem uma taxa de transmissão maior do que 1. Essas fronteiras estaduais podem causar problemas por conta disso”, avaliou Longo. Ainda segundo o secretário de Saúde, Pernambuco teria uma taxa de contágio pelo novo coronavírus variando entre 0.7 e 0.9. A Região Metropolitana do Recife (RMR), de acordo com Longo, tem 40 leitos de UTI vagos, sinalizando um maior controle da epidemia nesta macrorregião. 

De acordo com a plataforma Farolcovid, desenvolvida com dados do sistema DataSUS, cada contaminado em Pernambuco infectaria de 1 a 1.1 pessoas. Em Alagoas, essa taxa iria de 1.4 a 1.5 pessoas infectadas. Já na Paraíba, a variação é de 1.2 a 1.3. Na coletiva, Longo afirmou que a melhor situação na RMR e Sertão puxam a média estadual para baixo, e por isso que a análise deveria ser feita pelas macrorregiões. 

Os secretários explicaram que Pernambuco está considerando, principalmente, os casos de SRAG e os que evoluem para a UTI pois são os que mais preocupam o sistema de saúde. “A única forma de lidar com essa doença é ampliar o isolamento social. Precisamos buscar o equilíbrio entre quantidade de infectados e a de leitos disponíveis. Em Pernambuco, hoje temos 1500 leitos e quase 800 de UTI disponibilizados. Algumas áreas do Estado ainda não apresentam o mesmo movimento de redução dos casos e óbitos de outras regiões de saúde, por isso a flexibilização não é feita igualmente em todos os locais”, argumentou Alexandre Rebêlo.

Rebêlo também falou que a reabertura do comércio e dos salões de beleza geraria aglomeração de pessoas, e esse primeiro passo serviria para avaliar como a epidemia se comportaria com esse aumento de movimento. “Comércio e salões aglomeram pessoas. É preciso segurar mais um pouco, avaliar como vai evoluir a transmissão na próxima semana, além de avaliar a quantidade de casos e a demanda no sistema de saúde. É preciso cuidado, cautela e responsabilidade ao reabrir. Estamos orientados por números indicadores avaliados diariamente e o que a ciência mostra sobre a evolução da epidemia”, disse o secretário de Planejamento.

Questionado sobre uma possível ampliação da abertura do comércio para os shopping centers, o secretário Bruno Schwanbach afirmou que o governo não deve estender a flexibilização. “A única exceção foi para os treino de futebol que deverá seguir protocolos muito específicos. Estamos dialogando com os setores produtivos e avaliando a cada semana”, explicou o secretário de Desenvolvimento.

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