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Sem metrô, usuários do transporte público têm dificuldade na volta para casa

Publicado em: 18/02/2020 20:22 | Atualizado em: 18/02/2020 20:28

O universitário Leydson Barros, 30, chegou ao estágio após 2 horas e meia de viagem. (Foto: Bruna Costa/Esp. DP)
O universitário Leydson Barros, 30, chegou ao estágio após 2 horas e meia de viagem. (Foto: Bruna Costa/Esp. DP)
Depois de passar duas horas e meia trocando de ônibus na manhã desta terça-feira (18), o universitário Leydson Barros, 30, achava que a volta para casa seria mais tranquila. Após o expediente, no Derby, área central do Recife, ele foi até a Estação Central para ir de metrô para casa. Quando chegou à área de embarque, por volta das 18h, descobriu que a Linha Centro ainda estava sem funcionar após uma colisão entre dois trens que aconteceu por volta das 5h30 na Estação Ipiranga, no bairro de Afogados, Zona Oeste do Recife. Leydson foi um dos 250 mil passageiros afetados pela suspensão do serviço nesta terça-feira. Sem o metrô, usuários do transporte público tiveram dificuldades para se deslocar nos horários de pico do início e fim do dia, na volta para casa.

O universitário, que mora no Centro de Jaboatão dos Guararaoes, costuma chegar ao estágio após 45 minutos de viagem. Nesta terça, o tempo aumentou para duas horas e meia no trajeto. "Perdi uma passagem vindo para a Estação Central na esperança de o metrô ter voltado a funcionar. Acho que só vou chegar em casa, sendo otimista, por volta das 21h30", disse Leydson. Além do problema registrado hoje, o passageiro critica outros problemas do sistema. "A falta de segurança, a higienização precária, o descaso com os passageiros no momento de comunicar situações como essa e o excesso de ambulantes nos vagões são as questões que mais me incomodam", pontuou.

Os auxiliares de serviços gerais Leydiane França, 24, e Rafael Figueira, 25, chegaram atrasados ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), onde trabalham, atrasados nesta terça. A previsão para chegar em casa também superou o esperado. "Não conseguimos pegar o metrô de manhã, mas achávamos que estaria normal agora à noite. A passagem está cara, e o descaso com os passageiros é grande", afirmou Leydiane. "Sem o metrô, os ônibus estão ainda mais lotados. Vamos sair da estação para tentar pegar porque aqui dentro está impossível", completou Rafael.

Linha Centro do Metrô ficou sem funcionar das 5h30 às 19h. (Foto: Bruna Costa/Esp. DP)
Linha Centro do Metrô ficou sem funcionar das 5h30 às 19h. (Foto: Bruna Costa/Esp. DP)
Moradora de Moreno, Região Metropolitana do Recife, a vendedora Necy Neta, 32, conseguiu chegar ao trabalho nesta terça-feira graças a uma carona, mas não sabia como ia voltar para casa. "Soube do acidente na estação e sai mais cedo de casa, mas não adiantou. O trânsito na Abdias (de Carvalho, avenida que liga a BR-232 ao Centro do Recife) estava muito congestionado", disse. "Para voltar, vou tentar pegar um ônibus para Vitória de Santo Antão na Dantas Barreto, pois os ônibus para Jaboatão estão lotados", revelou. Segundo a usuária, os principais problemas do metrô são a falta de informação clara aos passageiros; o calor dentro das composições; a superlotação nos vagões e a demora entre viagens.

Mobilidade

A Linha Centro do Metrô do Recife só voltou a operar por volta das 19h desta terça-feira após cerca de 14 horas sem funcionar. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), "a Linha Centro do Metrô voltou a funcionar às 19h da noite de hoje. A Linha havia ficado fora de operação devido a uma colisão entre dois trens às 5h30 desta terça, na Estação Ipiranga. A Linha Sul e VLT funcionaram normalmente ao longo do dia".

Para minimizar os impactos da paralisação da Linha Centro do Metrô, o Grande Recife Consórcio de Transporte informou que fez um reforço de frota e viagens em algumas linhas na volta para casa na noite desta terça, priorizando os ônibus que circulam pelas avenidas Caxangá, Abdias de Carvalho e Doutor José Rufino. 



 
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