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Herpes

Secretaria de Saúde divulga causa da morte de saguis em Aldeia

Publicado em: 14/02/2020 11:36 | Atualizado em: 14/02/2020 21:34

 (Foto: Miva Filho/SES.)
Foto: Miva Filho/SES.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) concluiu que a morte dos saguis, ocorridas no fim do ano passado e no começo deste ano, em Aldeia, foi provocada por herpes. Ao todo, 17 macacos morreram e passaram por perícia. A SES descartou contaminação por febre amarela e reiterou que a doença não está presente em Pernambuco.

Durante coletiva de imprensa realizada na sede da Secretaria, no bairro do Bongi, o órgão afirmou que as investigações foram concluídas. "Todos os diagnósticos laboratoriais, não só os resultados de pesquisa de vírus, mas todos eles levaram à presença do vírus herpes naquele grupo de macacos. Mesmo se a gente não tivesse esses achados, o fato de ter três macacos positivos encontrados no mesmo grupo em um mesmo dia já fechada por uma situação epidemiológica de herpes", comentou a gerente do Programa de Controle das Arboviroses da SES, Claudenice pontes.

O secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou que outra suspeita, que também foi descartada após as análises, era do ciclo silvestre do vírus da zika. "Afastamos a suspeita de febre amarela e do ciclo silvestre do zika vírus, que também era uma possibilidade, mas que foi descarada por todas as evidências", comentou o secretário 

O vírus herpes pode ser fatal para os saguis. Por isso, a população não deve alimentar os animais para evitar essa e outras possíveis transmissões. "As herpes são muito comuns em animais de vida livre e a população humana carrega o vírus. Então, muitas pessoas que dão comida, mordem uma banana e oferecem ao macaco e assim podem passar para o animal. Para eles, a herpes pode ser fatal", explica a professora Maria Adélia Oliveira, do departamento de morfologia da UFRPE.

Entenda o caso
No final de dezembro de 2019 e no início de janeiro de 2020, a SES foi notificada da morte de 17 saguis em um condomínio fechado de Aldeia, em Camaragibe. Técnicos do Programa Estadual de Controle das Arboviroses coletaram os animais e iniciaram análises no Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE). As principais suspeitas eram herpes, dengue, raiva e febre amarela.

Após a morte dos animais, o estado adiantou a campanha de vacinação de bloqueio contra a febre amarela. De acordo com a SES, o estado não registra casos autóctones de febre amarela em Pernambuco desde 1938. Por isso, o órgão considera que não há a circulação do vírus da doença no Estado desde então. Desde o ano de 2017 a Secretaria realiza a vigilância em epizootia para monitorar a mortalidade de primatas não humanos. Desde então, não há nenhum óbito relacionado à febre amarela desses animais no Estado. 
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