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Rodoviários fazem protesto na Agamenon, mas descartam parar no carnaval

Publicado em: 21/02/2020 09:20 | Atualizado em: 21/02/2020 11:45

Classe descarta parar no carnaval, mas quer melhorias. (Foto: Cortesia.)
Classe descarta parar no carnaval, mas quer melhorias. (Foto: Cortesia.)

Motoristas e cobradores realizaram protesto na manhã desta sexta-feira (21), na Avenida Agamenon Magalhães, em frente à Praça do Derby, na área central do Recife. A mobilização começou por volta das 8h30 e interditou três faixas da via, no sentido Zona Sul. O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, que liderou o movimento, disse que a principal reivindicação é o fim da dupla função assumida por motoristas diante da demissão de cobradores, além da melhoria nas condições de trabalho. Às 10h, o movimento dispersou, os motoristas voltaram para os ônibus e a Agamenon foi liberada.

O ato aconteceu na sexta de carnaval para chamar a atenção de quem passa pela localidade. Por conta do protesto, o trânsito ficou lento para os motoristas que seguiam com destino ao bairro de Boa Viagem. Inicialmente, o sindicato cogitava cruzar os braços durante o período de folia. Mas ficou marcada uma reunião com o Governo de Pernambuco para o dia 11 de março, para deliberar sobre a pauta. 

“Queremos o fim da dupla função. Hoje, mais de 30% dos ônibus rodam sem cobrador. Mais de 800 trabalhadores já foram demitidos. Precisamos que eles retomem suas funções para que os motoristas não fiquem sobrecarregados”, afirmou o vice-presidente do sindicato, Josival Costa.

A co-deputada Jô Cavalcanti esteve no protesto e intermediou o diálogo entre o Sindicato e do Governo Estadual. Em contato com o presidente estadual do PSB de Pernambuco e secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Sileno Guedes, a data da reunião foi agendada. "A gente está acompanhando e, inclusive, temos um projeto de lei tramitado na Casa porque sabemos a importância da presença do cobrador e isso é perigoso para os passageiros", comentou.

A expectativa do Sindicato para a reunião é de negociação. Durante o protesto, a categoria justificou que as viagens atrasam porque o motorista precisa passar troco, e a distração do condutor para outra função provoca insegurança. "Nós vamos apresentar nosso posicionamento deixando claro que a dupla função não é avanço. É risco e à segurança e saúde dos passageiros e trabalhadores. A partir do momento que se atribiu outra função ao profissional do volante, não tem mais o cobrador para auxiliar o embarque e desembarque dos cadeirantes. Pessoas estão morrendo porque o motorista está sem auxílio", reclamou o presidente do Sindicato, Aldo Lima.

Através de nota, a Urbana-PE informou que "repudia a insistência do Sindicato dos Rodoviários em penalizar a população e economia local ao politizar um tema negociado e aprovado pelos próprios rodoviários na convenção coletiva da categoria". O órgão reiterou que não houve demissões de cobradores motivadas pelo alteração no procedimento de embarque. "Ao contrário, os profissionais estão sendo capacitados e aproveitados em outras funções, isto é, a mudança repercutiu em promoções e ganhos reais para os operadores", afirmou.
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