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Feminicídio

Familiares de Leandra Gennifer protestam na Caxangá

Publicado em: 11/02/2020 19:06 | Atualizado em: 11/02/2020 20:09

 (Foto: Bruna Costa / Esp. DP FOTO)
Foto: Bruna Costa / Esp. DP FOTO

Aos gritos de “justiça” familiares, amigos e vizinhos de Leandra Gennifer, morta na casa onde morava, localizada na Madalena, na manhã do último domingo (9), em frente ao seu filho de um ano, bloquearam a Avenida Caxangá, os dois sentidos, no começo da noite dessa terça-feira. 

Os manifestantes dirigiam mensagens para Raphael Cordeiro, principal suspeito do crime de feminicídio, com quem Leandra tinha um relacionamento de 3 anos. “Ela te amava. Ela confiou em você. Você tirou o direito dela de ser mãe”, disse a irmã de Leandra, Lisandra Gennifer. Além de fazer questionamentos à polícia, que investiga o caso: “Como uma pessoa dessas pode ter a chance de sair impune? Ela não pode ser só mais uma estatística, não. Se a gente não se unir ela vai ser só mais uma, mais uma que morreu por amor”, falou Lisandra aos prantos. 

O pai de Leandra, André Antônio e seus irmãos pedem para que Raphael se entregue. “Raphael, você é um covarde. Tirou meu bebê de mim”, grita o pai. A mãe de Leandra, Josiane Oliveira não conseguiu participar do início do movimento porque estava dando um depoimento na Delegacia do Cordeiro.
 
A família passou a terça-feira em vigília em frente à Delegacia do Cordeiro. Eles esperavam que o responsável pelo crime, Raphael Cordeiro Lopes, 32 anos, se entregasse, mas o feminicida não se apresentou. “Recebemos a informação de que ele iria se entregar hoje, mas ele não veio”, disse o pai da jovem, André Antônio da Silva. “Passamos a manhã no DHPP e viemos para cá ao receber a informação de que o inquérito passou para a Delegacia do Cordeiro.”

Entenda o caso
 (Foto: Bruna Costa / Esp. DP FOTO)
Foto: Bruna Costa / Esp. DP FOTO

Após voltar do bloco carnavalesco De Bar em Bar, em Olinda, na madrugada de domingo (9), Raphael, que estava em um relacionamento com Leandra há três anos, teria engatado em uma briga por ciúmes. Leandra havia deixado seu filho com uma amiga para ir à festa com o seu marido. Por volta das 6h, Raphael teria aparecido na casa da moça que cuidou o bebê afirmando que “tinha feito uma besteira”.

De acordo com a amiga, Raphael relatou que brigou com a vítima na frente do filho, sacou uma arma e acertou “acidentalmente” em Leandra. A mulher ainda foi socorrida por um vizinho e a amiga, que tentaram a levar de carro até o Hospital Getúlio Vargas, mas a vítima não resistiu e morreu no caminho.

O Instituto de Criminalística (IC) foi até a residência onde houve o crime realizar perícia. De acordo com os peritos, dois disparos foram efetuados. Um tiro atingiu Leandra e uma outra bala ficou alojado na parede. Para a polícia, esse fato contradiz o argumento do suspeito, de que o tiro teria sido acidental. 
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