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Reditus

Operação mira quadrilha envolvida com sonegação e receptação de combustível roubado

Publicado em: 03/12/2019 07:38 | Atualizado em: 03/12/2019 08:45

A estimativa da Fazenda Estadual é de que os débitos tributária desses postos cheguem a R,1 milhões. (Foto: Reprodução/MPPE.)
A estimativa da Fazenda Estadual é de que os débitos tributária desses postos cheguem a R,1 milhões. (Foto: Reprodução/MPPE.)

Seis mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta terça-feira (3), nas cidades do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Glória do Goitá. Equipes do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Secretaria Estadual da Fazenda, Polícias Civil e Militar de Pernambuco deflagraram a Operação Reditus contra uma organização criminosa envolvida com sonegação de impostos estaduais e receptação de combustível roubado.

De acordo com as informações levantadas por meio da Fazenda e do Grupo de Atuação Especializada de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MPPE, a organização criminosa atua de forma coordenada para sonegar impostos estaduais e promover receptação de caminhões de combustível roubados. Também há suspeitas de que os envolvidos fazem a "encomenda" dos roubos de cargas, adulteração do combustível, lavagem de dinheiro e uso de laranjas para encobrir os nomes dos proprietários.

Os 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências e diversos postos de gasolina da Região Metropolitana do Recife (RMR). O esquema iniciou no posto de gasolina da bandeira Federal, localizado na Avenida Carlos Gueiros Leite, em Paulista. O grupo está envolvido com os crimes de sonegação fiscal, receptação qualificada, lavagem de dinheiro, além da ocultação de documentos de crimes graves. Os policiais apreenderam documentos, talonários e equipamentos eletrônicos. A estimativa da Fazenda Estadual é de que os débitos tributários desses postos cheguem a R$ 7,1 milhões.

A investigação já dura seis meses e mira pessoas físicas e empresas do ramo de combustíveis. (Foto: Reprodução/MPPE.)
A investigação já dura seis meses e mira pessoas físicas e empresas do ramo de combustíveis. (Foto: Reprodução/MPPE.)

Ao todo, seis postos são alvo da operação. De acordo com as investigações, eles faziam a venda do combustível roubado sem emissão de notas fiscais e não tinham um funcionamento contínuo, ou seja, abriam geralmente aos finais de semana para comercializar o produto de forma ilícita. 

As investigações já duram seis meses. De acordo com a Secretaria da Fazenda, as empresas já haviam sido alvo de outras autuações por irregularidades fiscais e que a análise dos documentos apreendidos permitirá um levantamento mais preciso dos prejuízos causados pela organização criminosa à arrecadação estadual.
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