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Garanhuns, no Agreste do estado, ganha nova universidade federal

Publicado em: 13/12/2019 19:57 | Atualizado em: 13/12/2019 20:28

Número de cursos de graduação deve passar de sete para 30. (Foto: Ufape/Divulgação)
Número de cursos de graduação deve passar de sete para 30. (Foto: Ufape/Divulgação)

Garanhuns, cidade do Agreste do estado a 225 km do Recife, será sede de uma das cinco novas universidades federais criadas nessa quinta-feira (12) pelo Ministério da Educação (MEC) quando os reitores das instituições foram empossados no cargo. A Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape), que antes era o campus Agreste da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), deve ganhar mais 23 cursos de graduação com a implementação total enquanto instituição federal de ensino superior. Além dela, foram criadas pelo MEC as universidades Federal de Jataí (UFJ), Federal de Rondonópolis (UFR), Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) e Federal de Catalão (UFCat).

Atualmente, o antigo campus Agreste da UFRPE oferece sete cursos de graduação, tem 2,1 mil estudantes de graduação matriculados, além de cinco cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, com 120 alunos nas pós. O corpo docente é de 180 professores. Além disso, a instituição é formada por 83 técnicos-administrativo e cerca de 115 terceirizados. "A nossa expectativa é que tenhamos a execução total do projeto enviado ao MEC, que é de termos 30 cursos presenciais e um contingente de mais 600 professores além dos 180 que já temos", disse o reitor da Ufape, Airon Melo.

Empossado nessa quinta-feira, Airon Aparecido Silva de Melo é graduado, mestre e doutor em zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Até assumir a reitoria, cumpria o segundo mandato como diretor-geral e acadêmico da UFRPE. "A oficialização da minha posse como reitor dá início à funcionalidade da Ufape. Antes, tínhams a lei de criação (lei federal 13.641, de 11 de abril de 2018), mas não havia a indicação de reitor. Só com um reitor empossado é que podemos criar o CNPJ da universidade e foi isso que fizemos nesta sexta-feira (13)", afirmou.

Para 2020, a expectativa do reitor é que sejam liberados os cargos e as funções necessários para o funcionamento da universidade, com setores como Reitoria, Pró-reitorias e outros departamentos. "Como somos uma unidade fora de sede, toda a estrutura de folha de pagamento, por exemplo, é feito na UFRPE atualmente, mas terá que ser feito na Ufape", explicou Airon. A Reitoria da UFRPE fica no bairro de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife.

"No próximo ano, esperamos poder estruturar a nova universidade para que possamos ser totalmente independentes. O primeiro ato do reitor é criar o CNPJ. Em seguida, iremos iniciar a criação do estatuto da nova universidade. Por enquato, usamos o da UFRPE. Pela lei, temos um prazo de 180 dias para enviar ao MEC o nosso estatuto para aprovação. Depois disso, seremos independentes. Enquanto isso, faremos uma gestão compartilhada com a Rural", esclareceu.

Além de ampliar a quantidade de cursos e o número de professores, o projeto da nova universidade prevê mais 893 técnicos e um contingente de 1 mil a 1,5 mil terceirizados. "Temos que buscar recursos dentro do orçamento da União para que possamos materializar a lei que traz esses números. Para essa materialização, teremos que construir novos prédios para implementar os novos cursos que vêm para atender a toda uma demanda da região", enfatizou Airon.   
 
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