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Caranguejo Tabaiares realiza oficinas, debates e apresentações este sábado

Publicado em: 05/12/2019 21:45

Foto: Coque (R)existe.
A comunidade de Caranguejo Tabaiares dá mais um exemplo de resistência! Com o apoio de organizações da sociedade civil, que estão envolvidas no conflito fundiário que  comunidade passa há 1 ano, realizará um grande evento este sábado. Além de apoio financeiro, vários sujeitos e organizações, da própria comunidade e externos se voluntariaram pra participar desse dia, que contará com oficinas (grafitt, produção audiovisual, turbante, etc), rodas de diálogo, perfomance, cinedebate, apresentações culturais e bicicletada.

Para a moradora Sarah Marques, participante do Coletivo Caranguejo Tabaiares Resiste o evento “é a coroação e a celebração de um ano de muita luta, mas também de  muitas vitórias. Conseguimos mostrar à comunidade que ela pode falar, que ela sabe do que é seu, de suas riquezas. Esse evento tem uma importância muito grande, porque mostra para toda a cidade e para todo mundo que esse terreno existe, que está aqui há 20 anos parado e que a gente quer que ele seja usado para a nossa comunidade. Porque nossa comunidade está imprensada, sem área de lazer, sem saídas. E a gente precisa desse terreno pra isso. E a gente quer mostrar de uma forma importante, garantindo à cultura da nossa comunidade, a beleza da nossa comunidade. Isso ninguém paga e ninguém apaga. Caranguejo Tabaiares Resiste!”

Em 2013, 8.799 m² do terreno foram cedidos para a Prefeitura, pela Secretaria do Patrimônio da União (conforme documento em anexo) para a construção de um habitacional que beneficiaria principalmente as famílias que haviam sido atingidas por um incêndio. Porém, a obra não saiu do papel. Para a advogada do Centro Popular de Direitos Humanos, Tereza Mansi,  “o evento é muito importante porque demarca que este terreno está ocioso, mesmo depois da cessão do terreno há 6 anos. A cessão aconteceu para que a prefeitura realizasse a regularização fundiária e um projeto urbanístico de melhoria para a comunidade. Mas nada disso foi feito. A população está certa em cobrar uma postura da gestão pública”. 

Sarah Marques enfatiza que mesmo sendo um evento-protesto, o movimento solicitou as devidas autorizações da Dircon e demais órgãos envolvidos para a realização do evento.

Os organizadores do evento convidam toda a cidade para participarem das atividades e conhecerem a comunidade, que tem dado exemplo de luta, tendo conseguido derrubar o decreto que desapropriaria a comunidade, feito pelo prefeito Geraldo Júlio em julho deste ano e revogado em outubro, após pressão popular. 
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