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Pernambuco tem 75 casos de sarampo confirmados

Publicado em: 06/11/2019 19:01 | Atualizado em: 06/11/2019 19:18

Secretaria de Saúde registrou 989 casos suspeitos da doença em 10 meses. Crédito: Leandro de Santana/Esp. DP FOTO
Subiu para 75 o número de casos de sarampo confirmados em Pernambuco.A quantidade representa 7,6% das 989 notificações de suspeita de sarampo feitas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) entre 30 de dezembro do ano passado e 26 de outubro deste ano. O boletim foi divulgado nesta quarta-feira (6). No anterior, 65 casos haviam sendo confirmados em um universo de 942 notificações.

A maioria das notificações de suspeita de sarampo continua sob investigação. Dos 989 casos notificados no estado, 528 (53,4%) estão em análise. A quantidade de casos descartados pela secretaria chega 39%, o que representa 386 do total de notificações.

Taquaritinga do Norte foi o município com o maior número de confirmações, 27, seguido de Santa Cruz do Capibaribe e Vertentes. Ambos tiveram 11 casos confirmados. Toritama e Caruaru aparecem com 8 cada, enquanto Recife registrou 5. Jaboatão dos Guararapes teve uma confirmação, número que se repetiu em Bezerros, Brejo da Madre de Deus e Frei Miguelinho.

A faixa etária com o maior percentual de casos de sarampo confirmados, segundo o boletim, é a de 15 a 19 anos, com 30,7%, vindo em seguida de 20 a 29 anos, 28%.

Com 13,3% dos casos, a faixa de 6 meses a 1 ano ocupou a terceira colocação, mas teve a maior taxa de incidência, que é de 14 casos para cada 100 mil habitantes. Esta incidência é 5,3 vezes superior a segunda maior incidência, contabilizada na faixa de 15 a 19 anos, de 2,6 casos para 100 mil habitantes.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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