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Autuação

Fiscal do CREA é preso por corrupção passiva

Publicado em: 13/11/2019 06:55 | Atualizado em: 13/11/2019 07:15

 (Foto: Reprodução/PF.)
Foto: Reprodução/PF.

Um fiscal do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CREA) foi preso por corrupção passiva na última sexta-feira (8). A Polícia Federal autuou em flagrante o servidor público de 53 anos que não teve a identidade revelada.

A prisão aconteceu quando um empresário do ramo de manutenção de prédio e condomínio que tem sede em Olinda, juntamente com integrantes do CREA denunciaram à Polícia Federal para denunciar que estava sendo extorquido por um fiscal do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Segundo o empresário, o fiscal do CREA realizou uma vistoria em uma de suas obras e indicado a existência de irregularidades que resultariam em multas no valor de R$ 7 mil.

O fiscal ainda exigiu do empresário uma propina de R$ 3,5 mil para que não fosse lavrado um auto de infração. Ao alegar não ter a quantia, o empresário pagou R$ 1 mil que foram divididos em duas parcelas de R$ 500. No dia seguinte, o empresário procurou o CREA para denunciar a extorsão e depois foram à Polícia Federal, que realizou a prisão em flagrante no momento do pagamento dos valores.

Os dois marcaram um encontro na Avenida Norte e os policiais federais seguiram até o local, abordado o fiscal. Com o suspeito foi encontrado R$ 1,6 mil em espécie. Para a PF, a quantia pode configurar o recebimento de outras propinas. Dois celulares também foram apreendidos.

Durante interrogatório na Superintendência da Polícia Federal, no Cais do Apolo, o preso informou que é fiscal do CREA há 19 anos e que o empresário teria oferecido o valor de R$ 1 mil. Ele só aceitou com a condição de que fosse promovida a regularização das irregularidades detectadas junto a CREA.

Após a autuação, o preso realizou exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal de Recife (IML). O fiscal foi encaminhado para a audiência de custódia, sendo liberado e deve responder ao processo em liberdade. Caso seja condenado, o autuado pode pegar penas que variam de dois a 12 anos de reclusão, além de multa.
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