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VAZAMENTO

UFPE promove estudo para identificar grau de toxicidade do óleo vazado

Publicado em: 24/10/2019 12:39 | Atualizado em: 25/10/2019 08:35

Praia de Suape foi contaminada pelo vazamento do petróleo (Foto: Divulgação)
Praia de Suape foi contaminada pelo vazamento do petróleo (Foto: Divulgação)
Técnicos começaram ontem de água das praias pernambucanas atingidas pelo derramamento de petróleo. Com isso, pretende-se verificar se existe a presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos presentes no petróleo e que, em grandes concentrações, podem causar danos à saúde. O material recolhido será analisado no laboratório Organomar, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que fechou parceria com a Agência Estadual de Meio Ambiente – CPRH para fazer os estudos.

A coleta da água aconteceu em dez praias. Dessas, cinco ficam no Cabo de Santo Agostinho. Foram as praias do Paiva, Suape, Itapuama, Gaibu e Pedra do Xaréu. Duas estão no litoral de Ipojuca, que foram Maracaípe e Muro Alto. O município de Tamandaré teve coletas nas praias de Tamandaré e Carneiros, enquanto a cidade de São José da Coroa Grande teve amostras coletadas em uma praia. O trabalho é feito por profissionais do laboratório da CPRH, com o apoio dos professores do departamento de Oceanografia da UFPE Gilvan Yogui e Eliete Lamardo, especialistas em poluição marinha por petróleo. A amostra é composta por cerca de um litro de água, coletada no mar a uma distância de, no mínimo, 500 metros da outra. A coleta será realizada hoje nas praias do Janga e Pau Amarelo, no Paulista, e de Itamaracá. O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, José Bertotti, explicou que esse tipo de análise permite conferir se existe resquício de contaminação que, porventura, possa ter ficado nas praias, embora o volume de água do oceano favoreça um grau de diluição muito grande para a quantidade que chegou às areias pernambucanas. “A CPRH preza pela qualidade técnica para garantir a boa informação à população e para divulgar o resultado dessas análises, que são muito específicas, pois não é comum ter esse tipo de substância nas águas do litoral pernambucano”, afirmou o secretário. O propósito da iniciativa, segundo ele, é garantir a qualidade das praias.

Para a pesquisadora da UFPE Eliete Lamardo, que já atuou em um desastre ambiental da mesma natureza em São Paulo, em 1994, caso não haja no- va entrada de manchas de óleo no litoral, esse material – hidrocarboneto - não deve demorar muito na água. “No entanto, somente com os resultados das análises químicas em mãos, será possível quantificar se os índices encontrados são toleráveis e o próprio organismo pode lidar, ou se será preciso algum tipo de restrição”, explicou.Pesquisadores vão analisar a presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos presentes no petróleo
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